Debate sobre Lei do Tombamento provocou reações em ST

Fotos: Farol de Notícias/Celso Garcia

Publicado às 06h50 deste domingo (23)

Na última quarta-feira (19) Serra Talhada realizou uma Audiência Pública em prol da criação da Lei Municipal de Tombamento na Câmara Municipal de Vereadores.

O evento contou com cerca de 60 participantes que representaram mais de 20 entidades e cidade vizinhas, como São José Belmonte, Flores, Triunfo, Afogados da Ingazeira, além de estudiosos vindos de Recife e Olinda.

A audiência também contou com a presença de 9 vereadores, o vice-prefeito Márcio Oliveira; o presidente da Fundação Cultural de Serra Talhada, Josenildo André; as advogadas Dra. Nidreyjane Magalhães e Dra. Luciene Pereira, representado a OAB-Seccional Serra Talhada; além do Padre Josenildo Nunes, pároco da Matriz de Nossa Senhora da Penha. “Quero aqui registrar o meu apoio a criação de uma Lei de Tombamento”, declarou o religioso.

A solenidade foi aberta pelo presidente da casa legislativa, Manoel Enfermeiro, que passou a coordenação a Audiência Pública ao professor e historiado Paulo César Gomes (IHCST – Instituto Histórico Cultural de Serra Talhada e IAHG Pajeú – Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú), e colunista do Farol.

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“Essa audiência ocorre após ocuparmos a tribuna dessa casa para solicitar que seja colocada na pauta da mesa diretora a discussão sobre o Projeto de Lei N° 008, de 23 de Fevereiro de 2018. Dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico e cultural do Município, cria o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural, institui o Fundo Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, e dá outras providências”, explicou Paulo César aos presentes.

APOIOS A CRIAÇÃO DA LEI

O professor Reinaldo Carneiro Leão Leal, representando o Instituto Histórico e Arqueológico de Pernambuco, deixou claro em sua fala a viabilidade da demanda da população e das autoridades serra-talhadense com o tombamento de bens móveis e imóveis.

Fizeram uso da palavra em tom bastante emotivo e com um sentimento de revolta o ambientalista Homembom de Souza Magalhães e o professor José Ferreira Júnior (FAFOPST), além de dos historiadores Luiz Ferraz Filho e Joaquim Pereira (IHCST – Instituto Histórico Cultural de Serra Talhada e IAHGPajeú – Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú).

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PROFESSOR REAGIU

O professor Dierson Ribeiro fez um duro discurso ao citar que Serra Talhada tem história infeliz de tombamento, o que ele chamou de passar as máquinas por cima dos locais importantes da cidade.

“As máquinas tombaram os cemitérios, o prédio do Açougue Público, Antigo Prédio da Prefeita, os obeliscos dos 100 e 150 anos emancipação política da cidade, assim como os coretos já existentes na Praça Sérgio Magalhães”, relatou o escritor Dirson Ribeiro, ex-presidente da Casa Cultura de Serra Talhada.

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O empresário e proprietário de imóveis, Jerônimo Neiva, o popular Onquinha Novaes, fez questão de reforçar que é a favor dos tombamento dos imóveis de sua família e que espera o município dê suporte para a manutenção dos prédios. “ Quero aqui respaldar as palavras de minha mãe em vida (Dona Mercedes) que autorizou o tombamento da casa dela na rua Cornélio Soares”, disse Onquinha Novaes.

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CRIAÇÃO DE COMISSÕES

O representante da Fundarpe, Fernando Montenegro, salientou que órgão já analisa os pedidos de tombamento da Igreja do Rosário dos Homens Pretos desde 2020 e do conjunto de prédio da Estação Ferroviária desde 2006. “A entidade está à disposição para analisar tecnicamente novos pedidos tombamento, tanto os bens materiais, como imaterias, e também na zona rural”, resumiu o representante da Fundarpe.

A audiência foi encerrada com a fala do Vice-prefeito Márcio Oliveira, que ratificou que a prefeita Márcia Conrado e a sua gestão está favorável ao debate a aprovação da Lei de Tombamento.

Ainda no decorrer do evento, uma comissão composta por 15 pessoas, entre representantes de diferentes entidades e por 5 vereadores, foi instituída para analisar e finalizar o Projeto de Lei N° 008, de 23 de Fevereiro de 2018.

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