
A pré-candidata ao governo de Pernambuco pela Unidade Popular (UP), Camila Falcão, foi a entrevistada do Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, nessa segunda-feira (20). Durante a entrevista concedida a Giovanni Sá, a professora explicou por que decidiu disputar a eleição mesmo diante do cenário de polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e apresentou propostas para áreas como direitos das mulheres, trabalho e políticas sociais.
Camila afirmou que a Unidade Popular (UP) é um partido novo na disputa eleitoral, mas com origem em movimentos sociais que atuam há anos em pautas ligadas à moradia, educação, direitos trabalhistas e defesa das mulheres. Segundo ela, a legenda busca oferecer uma alternativa política diferente dos grupos que tradicionalmente disputam o poder no estado.
“Existe uma tentativa de reduzir a disputa a dois nomes, mas queremos mostrar que há outra possibilidade para Pernambuco. Defendemos um projeto voltado ao poder popular e às necessidades da classe trabalhadora”, afirmou.
Ao comentar a realidade econômica do país, a professora criticou a desigualdade social e as condições enfrentadas por trabalhadores de baixa renda. Para ela, a política precisa priorizar quem vive do próprio trabalho e enfrenta jornadas exaustivas para receber baixos salários.
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Violência contra a mulher
Questionada sobre os altos índices de violência contra a mulher em Serra Talhada e a ausência de uma Delegacia Especializada no município, Camila defendeu a ampliação da rede de proteção e afirmou que o problema exige mais do que ações policiais.
Segundo a pré-candidata, é necessário investir em políticas públicas que garantam autonomia financeira, moradia, emprego, saúde e acolhimento às vítimas. Ela lembrou que Pernambuco possui poucas delegacias especializadas e que muitas delas não funcionam em tempo integral.
“A violência contra a mulher não pode ser tratada apenas quando chega ao feminicídio. É preciso criar condições para que essas mulheres consigam romper o ciclo da violência com apoio efetivo do Estado”, defendeu.
Camila também criticou o que considera insuficiência das políticas estaduais voltadas às mulheres e afirmou que a maioria das vítimas de violência está entre as mulheres pobres e negras, que enfrentam maiores dificuldades para acessar serviços públicos e romper situações de vulnerabilidade.
Ao final da entrevista, a professora reforçou que sua candidatura pretende ampliar o debate sobre temas sociais e apresentar propostas voltadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos direitos da população trabalhadora.
1 comentário em Camila Falcão defende alternativa de esquerda e diz que vai romper polarização