
A candidata a deputada federal Poliana Oliveira participou nesta segunda-feira (21) do Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, apresentado por Giovanni Sá, e comentou o cenário eleitoral em Serra Talhada e outros municípios pernambucanos. Durante a entrevista, ela afirmou ter percebido um sentimento de mudança entre os eleitores, mas também relatou casos de pessoas que evitam declarar o voto por medo de perseguição política.
Segundo Poliana, a dependência de empregos públicos ainda seria utilizada por algumas lideranças como forma de pressionar eleitores. Diante deste cenário, ela defendeu que o cidadão não deve se sentir obrigado a apoiar determinado político por ter conseguido um emprego.
“As pessoas que eu tenho conversado, não só em Serra Talhada, como em vários municípios, têm até medo de declarar o seu voto por conta da perseguição. Faz muito tempo que a gente fala no tal do voto de cabresto e, infelizmente, essa realidade ainda acontece. Por conta dos empregos que os prefeitos e grandes lideranças dão às pessoas, eles exigem e acabam humilhando as pessoas em troca do voto. Se a pessoa receber o emprego, ela está pagando o emprego com a prestação de serviço. Então, ela não deve favor a político nenhum”, pontuou.
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A candidata também comentou sobre a carreata realizada neste domingo na cidade. De acordo com ela, o movimento começou como uma reunião entre amigos e terminou reunindo um número expressivo de pessoas. Poliana avaliou que a participação demonstra, na sua visão, um desejo de renovação por parte da população.
Durante o programa, ela também fez críticas à situação da saúde pública e citou problemas que, segundo afirmou, têm chegado ao conhecimento da população por meio das notícias. Poliana disse ainda que optou por disputar a eleição com poucos recursos e sem determinados apoios políticos por não concordar com práticas que considera injustas.
“Eu não tenho grandes apoios justamente porque certas situações de injustiça eu jamais faria isso em troca de votos, em troca desses apoios. É uma campanha com poucos recursos, uma campanha que estou entrando pela primeira vez. Mas eu tenho certeza que a gente vai ter muitas surpresas. Porque em todo lugar que eu encontro as pessoas, as pessoas dizem: ‘Poliana, vou votar em você, mas não posso declarar meu voto’, porque fulaninho de tal me deu emprego e fica cobrando. Ou seja, uma humilhação que não deve acontecer”, ressaltou.
Poliana ainda abordou questões relacionadas à segurança pública e à compra de votos. Ela afirmou que pretende retornar definitivamente a Serra Talhada quando considerar que haverá condições mais favoráveis de segurança e defendeu maior conscientização dos eleitores para evitar que relações de dependência sejam utilizadas como instrumento de pressão durante as eleições.
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