
O advogado Nelson Daniel, candidato a deputado federal pelo PSOL, afirmou que sua entrada na política está ligada à trajetória de mais de 25 anos de atuação em defesa da emancipação de distritos e da melhoria das condições de vida das populações dessas localidades.
Durante entrevista a Giovanni Sá, no Programa Falando Francamente da Tv Farol de Notícias no YouTube, nesta quarta-feira (2), Nelson contou que começou a atuar nessa causa após conhecer de perto as dificuldades enfrentadas por moradores de distritos que, segundo ele, muitas vezes ficam em segundo plano na distribuição de investimentos públicos.
Ao falar sobre sua principal bandeira, o advogado defendeu que distritos com condições econômicas e administrativas possam conquistar autonomia, enquanto aqueles que não atendam aos critérios de emancipação tenham recursos e atenção garantidos nos orçamentos municipais.
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“A nossa luta é a emancipação para os distritos que possam se emancipar, de acordo com o projeto do PLC 137, que a gente ajudou a construir. E aqueles que não puderem se emancipar, a gente quer um respeito maior para a população dos distritos, que possa ter garantido, dentro do orçamento dos municípios, uma parte destinada aos distritos. Tem muitos governantes que não dão a devida atenção aos distritos. Falta infraestrutura, falta saneamento, falta educação de qualidade”, pontuou o candidato.
Nelson também relembrou a mobilização nacional em torno da pauta e afirmou que o movimento conseguiu levar a proposta ao Congresso Nacional em duas oportunidades, mas enfrentou vetos presidenciais. Para ele, a discussão precisa ser retomada com critérios e estudos que comprovem a viabilidade de cada localidade. Segundo o candidato, a defesa da emancipação é justamente o principal motivo que o levou a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Esses distritos que têm condições, através do estudo de viabilidade econômica que tem que ser feito, que está previsto na Constituição Federal, devem ter a oportunidade de se emancipar. E os que não tiverem condições precisam ter um tratamento diferenciado, com prerrogativas que melhorem as condições do distrito. Hoje, muita coisa fica a critério do gestor, que pode investir ou não”, finalizou.
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