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Foto: Farol de Notícias

A Literatura serratalhadense ganha, neste mês de maio, mais uma importante obra literária e mais um capítulo significativo no registro da história do cangaço. Os escritores Antônio Neto e José Alves Sobrinho estão lançando o livro Pegadas de um Sertanejo – Vida e memórias de José Saturnino, que trata da biografia de José Saturnino, o primeiro inimigo de Lampião. Resgatando a história dele desde a infância, do nascimento até o último dia de vida. Os relatos da obra também são comprovados através de documentos, mostrando outro lado do cangaço e de Virgulino Ferreira, o Lampião.

Em conversa com o FAROL, os escritores adiantaram um pouco da leitura da obra. “O livro resgata a história de José Saturnino, testemunhando os 86 anos de vida dele. Ele foi o primeiro inimigo de Lampião, mas foi também o primeiro amigo. O desentendimento na juventude aconteceu e eles ficaram ao longo do tempo lutando. De certo modo, eu acho que Zé Saturnino foi injustiçado pelo que dizem dele, porque ele nunca foi o que disseram. A gente retrata no livro provas, fotos, documentos de quem foi Zé Saturnino desde a primeira briga que houve entre ele e os Ferreira”.

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Antônio Neto e José Alves Sobrinho contam que tiveram acesso a documentos reveladores da Polícia Militar e da Justiça durante a pesquisa para o livro

O lançamento do livro Pegadas de um Sertanejo – Vida e memórias de José Saturnino será nesta sexta-feira (1) na Fazenda São Miguel, às 19h. No sábado (2), o lançamento será em Carqueja, na cavalgada de Nazaré. Na terça-feira (5), o lançamento será na Câmara de Vereadores de Serra Talhada. A princípio, o livro está sendo vendido a preço de custo por R$40. Todo o recurso arrecadado com a venda do livro será revertida na construção de uma biblioteca e um centro histórico sobre o cangaço na Fazenda Pedreira, local onde nasceu Zé Saturnino.

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“O grande idealizador do projeto do livro foi Antônio Neto, depois da ideia nascida, eu tinha já pesquisas sobre Lampião, sobre vários detalhes, mas que realmente não serviu para esse projeto. A grande diferença que está fazendo esse livro é a gente não ir buscar o dito por não dito, mas ir buscar documentos que evidenciassem o lado de Zé Saturnino. Com isso a gente conseguiu subsídios que diferem de todos os livros que eu tenho conhecimento. Fomos atrás do que há de mais verdadeiro, os registros, de Zé Saturnino e dos Ferreira também. Nós tivemos o prazer de ir nas fontes da Polícia Militar e da Justiça do estado e encontramos coisas surpreendentes”, revelou com empolgação José Alves Sobrinho.

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