
Fotos cedidas pelo artista
O cantor e compositor Carlos Filho, serra-talhadense que vem se projetando nacionalmente na música, atualmente morando em Recife, desabafou sobre a dificuldade de encontrar espaço para tocar na própria terra. Carlos Filho se projetou no Brasil com mais visibilidade após participação no programa The Voice da Globo.
Em entrevista ao Programa do Farol no Youtube, Carlinhos disse que a Fundarpe, órgão responsável pela gestão cultural em nível estadual, já até garantiu ofertar o seu show como programação bancada pelo Governo do Estado, mas nem assim conseguiu contato com a gestão cultural em Serra Talhada, comandada pelo secretário Josenildo André Barboza. O que parece uma grande ironia.
Enquanto o serra-talhadense vem abrindo espaço em outras regiões do país, em sua própria cidade encontra portas fechadas. “Eu quero dizer aqui que eu não consegui ser chamado para tocar em Serra do São João. Espero conseguir na Festa de Setembro, que é aquele negócio que é típico. Eu toco em todo canto. Eu só queria tocar em casa e não estou conseguindo”, disse Carlos Filho, cobrando:
“Fui ter uma reunião na Fundarpe para mostrar o trabalho, consegui entrar em vários lugares e aí ele disse, rapaz, e Serra Talhada? Eu disse, rapaz, eu estou tentando, estou tentando. E aí, em resumo é, até o dinheiro da Fundarpe, os homens disseram que se eu arrumasse a proposta, a Fundarpe cobria para eu poder ir tocar na minha cidade.”
“Então, estou aqui fazendo esta cobrança pública, não para constranger ninguém, mas porque é um espaço que eu mereço esse espaço.” Atualmente, Carlos Filho lançou o seu segundo álbum Baile Brasileiro após um estudo, por anos, sobre a estética do forró [veja aqui].
NOVO TRABALHO DE CARLOS FILHO
Baile Brasileiro 2, de Carlos Filho, estende a pesquisa de mais de sete anos do artista sobre o forró e dá novas colorações ao conjunto de composições reunidas na edição de número 1, lançada em 2024.
O cantor manteve o nome para realçar a unidade conceitual do projeto, favorecer o reconhecimento do posicionamento em relação ao forró e, assim, facilitar a identificação pelo público.
“Eu sinto que o Baile 2 evolui, caminha pra um lugar onde esse diálogo do orgânico e do eletrônico está mais maduro, mais desenvolvido. Teve mais horas de contato entre os músicos, foi um álbum gravado 100% ao vivo”, ele observa.
O álbum tem nove faixas e percorre várias ramificações da matriz musical popularmente conhecida pela alcunha de “forró”. Contempla baião, xaxado, xote, toada, aboio, marchinha (arrasta-pé), côco do norte e forró em meio a músicas autorais e releituras de canções pinçadas do manancial forrozeiro brasileiro – o recorte se baseou na subjetividade do cantor formada pela junção de realidades artísticas, culturais, sociais e até amorosas.
“Um circuito de afetos”, ele sintetiza o trabalho sob produção executiva da TBC Produções e gravação no estúdio Carranca.
Veja o vídeo do artista fazendo a crítica pública
3 comentários em Serra-talhadense Carlos Filho lamenta falta de espaço na sua terra natal