Carlos Sett celebra 31 anos de trajetória entre o teatro, literatura e o cinema

O multiartista Carlos Sett celebra, neste mês de maio, um marco que transformou sua trajetória de vida e deu início à sua caminhada nas artes.

“Maio é o mês que celebro a feitura de minha primeira Oficina de Formação em Teatro, na Escola Methódio de Godoy Lima, entre os dias 03 e 06 de maio de 1995, recebendo o 1º diploma, no dia 08. Um acontecimento surreal para um adolescente oriundo da zona rural, fadado a seguir o ciclo familiar. Todavia, este ato, foi o meu despertar para o universo lúdico das artes cênicas, no ano seguinte veio a literatura, 11 anos depois, estava fazendo comerciais para TV e atuando em clipes musicais, na maioridade artística (2013), adentro no audiovisual (cinema), que me levou para as telas”, relembra o artista.

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Com uma trajetória construída ao longo de 31 anos de dedicação às artes, Sett se orgulha da quebra de paradigmas e da revolução pessoal promovida pela cultura em sua vida. Seu currículo reúne 31 personagens teatrais, diversos recitais de poesia, cinco comerciais para televisão, cinco documentários, três clipes musicais, 14 curtas-metragens, um longa-metragem, 13 ensaios fotográficos, seis livros publicados, três obras em andamento e participação em sete coletâneas.

Além disso, escreveu durante anos a coluna “Cena Aberta”, no Jornal Desafio, e atualmente assina as colunas “Pra Brilhar” e “As 7 Notas”, no Villa Bella Jornal. Também mantém ativo o blog pessoal, onde compartilha reflexões e produções artísticas.

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Desde o início da carreira, Carlos Sett atua em diferentes frentes da produção cultural, acumulando experiências como produtor cultural, ator, diretor cênico, coordenador de grupo, poeta, escritor, dramaturgo, roteirista, jornalista, assessor de imprensa e de comunicação em projetos culturais.

O interesse pela arte da representação surgiu ainda na infância, quando teve os primeiros contatos com a televisão.

“Na realidade até os 12 anos de idade eu não sabia o que era isso: Televisão? Teatro? Cinema? Não tinha acesso a energia elétrica, vivia sob a luz dos candeeiros, pois, morava na fazenda Cacimbinha, a 7 quilômetros de Caiçarinha da Penha, 3º distrito de Serra Talhada, na vila tinha energia, onde eu vivia a eletricidade veio chegar em 2001, 10 anos depois que vim morar na sede do município, no ano de 1991, coincidentemente, no dia 1º de maio.

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Chegamos de “mala e cuia” na cidade, fugindo de mais um ano de seca ferrenha, da falta de suprimentos básicos a nossa sobrevivência”, relata.

A família passou a morar no bairro Cohab, em Serra Talhada. Curioso com a novidade que permitia assistir pessoas, desenhos e notícias por meio de uma tela, o menino visitava escondido a casa dos vizinhos para assistir televisão. Na época, a novela Vamp, exibida às 19h, despertou seu fascínio pelos efeitos especiais e pela interpretação dos atores.

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“Achava tudo aquilo mágico. Um tempo depois, bem depois fui saber que era gente igual a mim que fazia aquelas coisas e me veio o interesse em aprender sobre Teatro, ou seja, imitar o que via passar na Televisão dos vizinhos”, pontua Sett.

A arte se transformou em sua grande paixão e, segundo ele, em uma ferramenta de transformação. Admiradores relatam que encontram inspiração em seus trabalhos e que muitas de suas obras ajudam pessoas a enfrentar momentos difíceis, tornando o artista uma referência de superação para diferentes públicos.

Atualmente, Carlos Sett coordena o Ponto de Cultura ETEAST Produções Artísticas, formado por 13 artistas e técnicos. O grupo atua na montagem de espetáculos teatrais, performances, recitais e produções audiovisuais. Entre os trabalhos mais recentes estão “P.S. A Resistência” e a segunda temporada da websérie “Ambrósio & Filomena”.

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Em parceria com o Instituto Cinema no Interior, também participou da produção dos curtas-metragens “O Palco” e “1954”, neste último interpretando o protagonista Zé Barreiro. No repertório teatral atual estão o drama “Voar é Com os Pássaros” e a performance “Recitação Teatralizada: Uma Ode à Serra Talhada”, programada para ser apresentada no dia 3 de junho, no Auditório Atikun, da UAST/UFRPE.

Outro destaque de sua carreira é a participação na encenação da “Via Sacra do Bom Jesus”, entre 2009 e 2015, além da presença no espetáculo “O Massacre de Angico – A morte de Lampião”. Integrante da montagem desde a primeira edição, em 2012, interpretou o personagem Pedro de Cândida até 2016. Após um período atuando nos bastidores como assistente de produção, retornou ao elenco em 2022, interpretando o ministro de Getúlio Vargas na cena do Palácio do Catete.

Ao refletir sobre sua trajetória, Sett reforça a importância do teatro em sua vida e explica a origem de seu nome artístico.

“Tudo que faço, é com esmero. Esforçando-me para trazer o melhor para publico. Já me disseram que ao falar de Teatro mudo meu olhar e alegro-me deveras, isso é paixão. Teatro é a energia vital que conduz minha existência nesse plano. A mudança de nome artístico que desperta curiosidade, veio justamente após algumas tragédias reais. Em 2019 venci a “caetana” pela 6ª vez, com mais um tratamento médico demorado e doído, então, passei a usar o sobrenome artístico SETT. O número 7 representa a totalidade, a perfeição, a consciência, o sagrado e a espiritualidade. O sete simboliza também, conclusão e renovação, substantivos presentes no meu ser em sua totalidade”, sentencia Carlos Sett, em tom festivo.