Casal com mais de 90 anos celebra quase 50 de casados em ST

Publicado às 05h35 deste domingo (12)

Inspirando os corações apaixonados, uma história de amor, carinho e cuidado que já dura quase 50 anos chegou a redação do Farol de Notícias para nos lembrar que relacionamento é uma importante construção a ser feita a quatro mãos. A professora Rita de Cássia, sobrinha neta de Dona Rosa Viturino, de 90 anos, é uma das maiores admiradoras do casal pelo cuidado e fidelidade que sua tia tem com o esposo Pedro Francisco, de 93 anos.

Dona Rosa foi rezadeira, ajudava as pessoas com remédios caseiros a base de ervas e só parou pelo cuidado com a pandemia. Até hoje ela quem faz questão de cuidar da roupa, comida e seus pertences. Mesmo com ajuda para cuidar da casa, ela não abre mão de lavar, passar e cozinhar para Seu Pedro. Atualmente o casal mora da Avenida Miguel Nunes de Souza, são naturais da região do Ipa, na zona rural de Serra Talhada.

Veja também:   Homem escapa de grave acidente na BR-232 em Serra Talhada

Quando os dois se esbarraram pela vida já vinha de outros relacionamentos, Dona Rosa havia se separado e estava sozinha, Seu Pedro ficou viúvo e com a responsabilidade de 11 filhos para criar. Juntos desde 1975, o casamento que pareceu ser uma união de ajuda mútua virou uma longa história de amor.

“Minha tia é muito guerreira, muito prestativa e muito solidária. Só teve um filho do primeiro casamento e ele faleceu ainda bebê, com menos de um ano. Ela criou 12 filhos adotivos, 11 do marido e mais um que ela adotou e registrou como dela, que é deficiente física. Ela conta que no começo casou para ajudar a criar os filhos pequenos, já que tinha ficado viúvo, e ela estava separada”, comentou a sobrinha orgulhosa, complementando:

Veja também:   Idoso parado em blitz em Alagoas apresenta 'carteira de habilitação' de Padre Cícero e Frei Damião

“Tia Rosa não tinha intenção de casar novamente. Só que viu o sofrimento e a luta dele para criar 11 filhos sozinho e decidiu ajudar, então casaram. Na época os mais velhos ajudavam o pai pescando lá no açude do Ipa. Quem para para ouvi-la vai se encantar também. Ela faz questão de cuidar de tudo do marido, lava roupa até hoje e ajeita tudo dele. Ela mesma e diz que o que sente por ele é amor e sente o maior orgulho de contar a história de amor dela”.

Veja também:   Marconi Satana consegue recursos para ciclovia