
Após a vitória muito comemorada frente à chapa indicada pelo governo Márcia, para assumir a diretoria do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), houve uma reviravolta. A eleição foi, estranhamente, anulada nesta quinta-feira (21). Quem confirmou o fato ao Farol foi a própria vencedora da eleição, Eliane Souza, que representa a oposição.
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Ela está indignada, pois alerta que utilizaram-se de uma jogada com justificativas pífias para arrancá-la do cargo e garantir, na verdade, os interesses da chapa ligada ao governo na disputa. E disse que irá recorrer. A chapa 1, liderada por Eliane foi eleita por voto direto por 53 pessoas e quebrou com as expectativas dos governistas. A eleição para CMDRS foi realizada na última segunda-feira (18).
“Nós passamos por um processo democrático, onde a eleição foi voto a voto na urna. Infelizmente, antes de sair o resultado, já estavam os secretários lá, todos prontos para comemorar, mas a eleição só se ganha na urna e quando abre a urna. E aí a gente ganhou, a nossa chapa foi eleita e, infelizmente, o outro lado tem todo o direito de recorrer, né? Mas recorrer quando existe justificativa”, disparou Eliane Souza em conversa com o Farol nesta quinta.
“NÃO SE ANULA UMA ELEIÇÃO POR ISSO”
Eliane alerta que as justificativas apontadas pela chapa perdedora à Comissão Eleitoral que conduziu o pleito são frágeis e, por isso, não invalidam a posse da nova chapa vencedora. “As justificativas são mínimas, são coisas mínimas que não se justificam, que não se anula uma eleição. E nós, como a chapa mais prejudicada no caso de anular, de impugnação, a gente vai recorrer, vamos fazer o que tem que ser feito. Porque os mais prejudicados nessa história somos nós”, disparou.
“QUEREM O CONSELHO COMO SECRETARIA DO GOVERNO”
A presidente eleita afirmou que o interesse neste anulamento é manter o CMDRS nas mãos do governo Márcia Conrado. “Porque, infelizmente, por detrás disso tudo, tem pessoas que não aceitam esse resultado, tem muitas outras coisas envolvidas, que aí depois vai vir a tona mais na frente, e não estão aceitando, não querem engolir, não querem aceitar o resultado, simplesmente querem que o conselho seja mais uma secretaria do governo, e não é, o conselho não é isso.”
“O conselho é um espaço autônomo para se trabalhar sem ter lado partidário, trabalhar com todo mundo de portas abertas pra todos. E, infelizmente, a gente vai recorrer, vai fazer nossa parte, nós ganhamos de forma legal, e vamos buscar, vamos fazer justiça.”
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QUAL A JUSTIFICATIVA?
“As alegações [da chapa perdedora] são simplesmente uma assinatura de uma pessoa que votou e não participa da reunião, mas essa pessoa tem um representante que participa de todas as reuniões”, esclareceu Eliane ao Farol.
“Uma urna que foi consertada, foi organizada durante o processo, que todo mundo viu a quantidade de votos que saiu de dentro da urna, foi a mesma quantidade de votantes. E um erro de digitação, simplesmente. Isso são situações que não se anula em uma eleição.”
“E aí o que vai prevalecer é a vontade dos agricultores, de quem votou em nós. Tem muitas falácias por detrás, que não conhecem e ficam aí alfinetando e falando um monte de besteira, mas isso são pessoas que não nos conhecem, que infelizmente estão ligadas a pessoas que querem nos prejudicar”, avisou.
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