“Chicotadas” de vento solar devem perturbar campo magnético da Terra
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De Olhar Digital

Nos últimos dias, o Sol tem apresentado atividade acentuada, com episódios eruptivos numerosos e intensos. Especialistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) apontam que, até o fim desta semana, a Terra pode ser acometida por pequenas tempestades geomagnéticas de classe G1 – considerada moderada em uma escala que vai de G1 a G5.

Esses eventos, cujos efeitos esperados não representam qualquer ameaça, serão resultantes da perturbação do campo magnético do planeta por “chicotadas” de vento solar atingindo a atmosfera, carregados de plasma.

Vamos entender:

  • O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade solar;
  • Ele está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25;
  • Esse número se refere aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas;
  • No auge dos ciclos solares, o astro tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia;
  • À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de vento;
  • De acordo com a NASA, essas rajadas são explosões massivas do Sol que disparam partículas carregadas de radiação para fora da estrela em jatos de plasma (também chamados de “ejeção de massa coronal” – CME);
  • Os clarões (sinalizadores) são classificados em um sistema de letras pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X que elas liberam, com cada nível tendo 10 vezes a intensidade do anterior;
  • Erupções solares consecutivas ocorridas desde sábado (20) têm atingido a Terra esta semana, com destaque para dois filamentos magnéticos que explodiram na segunda (22).
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As tempestades geomagnéticas de classe G1 esperadas em decorrência disso podem provocar oscilações fracas em sistemas elétricos e impactos leves em operações de satélites, além de afetar o comportamento de animais migratórios. Também é possível a ocorrência de auroras no extremo norte do globo e adjacências.

Mancha solar hiperativa tem surto de erupções

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, uma mancha solar hiperativa designada AR3561 teve um surto de erupções entre segunda e quarta-feira (24). Houve mais de uma dúzia de explosões da classe M nesse período.

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Um detalhe importante é que essa mancha nem existia até domingo (21) – e conforme vai acumulando energia e explodindo, ela está também aumentando consideravelmente de tamanho e se fundindo com outras manchas.

Agora, AR3561 se tornou um extenso grupo de manchas solares de 100 mil km de largura com mais de 20 núcleos escuros. Devido a um campo magnético de polaridade mista, esse agrupamento é naturalmente propenso a erupções frequentes.