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Foto: Alejandro García / Farol

O professor Daniel Augusto de Lima, residente em Serra Talhada, decidiu acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam). Nessa segunda-feira (27), o docente procurou a sede do órgão e foi aconselhado a registrar um boletim de ocorrência contra o hospital na Delegacia de Polícia. No último sábado (25), Daniel Lima disse que foi desrespeitado por funcionários do Hospam ao solicitar atendimento de emergência para o seu filho de apenas 4 anos. Segundo ele, houve até ameaças de chamar a Polícia Militar.

“Agora eu vou até o fim, não tem mais retorno. Após fazer o registro na Delegacia de Polícia, retorno ao MPPE onde pretendo cobrar danos morais e punir o hospital por omissão de socorro. Como cidadão, tenho obrigação de lutar pela melhoria do serviço público”, disse Daniel Lima, em conversa com a reportagem do FAROL.

Durante a entrevista, o professor fez questão de informar que espera punição para diretoria do hospital e não aos funcionários.

“Ora, primeiro tinha que ter um médico plantonista naquele sábado, não tinha. Mas o Estado envia o dinheiro para pagar o plantão. Onde estava o médico? E houve omissão de socorro, sim; pois depois da confusão um clínico geral atendeu o meu filho e prescreveu a medicação que não tinha no Hospam. Fui socorrer o garoto numa farmácia”.

Segundo o professor, a diretoria do hospital precisa responder uma série de questionamentos diante o Ministério Público.

“Até agora a diretoria do Hospam não se manifestou sobre isto, então é conivente com tudo. A diretoria está no topo. Sabe de tudo. Quem era o médico que deveria estar de plantão e não estava? Então, a diretoria é conivente com a falta de médicos”, reforçou. Até o fechamento desta edição, a direção do Hospam não emitiu nenhuma nota sobre o incidente.

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