Da ISTOÉ

Após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a delegação brasileira celebra o êxito no controle da Covid-19, que fez com que nenhum dos pouco mais de 300 atletas fosse infectado com o vírus. De acordo com a infectologista Beatriz Perondi, o monitoramento continua mesmo após o encerramento do evento.

“E o nosso protocolo também seguirá com o monitoramento por 14 dias no retorno ao Brasil. Vamos monitorar a nossa delegação e ver se há algum sintoma porque, querendo ou não, todos vão enfrentar uma viagem de mais de 24 horas para voltar ao Brasil.”, contou Perandi.

Outro motivo de celebração, esta no âmbito esportivo, foi o desempenho na competição: 21 medalhas, sendo 7 de ouro, recordes do Brasil na história olímpica.

“Entregamos o que tínhamos como meta, que era superar o Rio 2016. Estar em 12° lugar no mundo, numa competição com 206 países, é um índice importante. Tenho convicção que o trabalho foi feito com muito gosto, vontade e determinação. Entregamos o que tínhamos como meta, e estamos satisfeitos com o resultado”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Sucesso entre mulheres

Outra celebração foi o desempenho feminino. Pela primeira vez, as mulheres brasileiras conquistaram 3 ouros em uma edição e totalizaram nove pódios (4 pratas e 2 bronzes). Elas conquistaram 42,3% das medalhas do país, superando os 41,2% dos Jogos de Pequim-2008 (2 ouros, 1 prata e 4 bronzes).

“Tivemos uma evolução consistente no quadro de medalhas nas últimas quatro edições dos Jogos. Os números são extremamente relevantes no cenário internacional. Um dos principais objetivos desta Missão era oferecer momentos de alegria e emoção à população brasileira, em relação aos atletas, ao país e à valorização do brasileiro. Alcançar isso é motivo de satisfação para o COB”, comentou o diretor de esportes do COB, Jorge Bichara.