Do R7

O corpo do menino Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, sairá da Funerária Schunck, na avenida Guacy Fernandes Domingues, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, às 9h desta quarta-feira (12). Ele será encaminhado ao Aeroporto de Guarulhos até às 11h, onde irá embarcar às 13h50 com destino à João Pessoa, na Paraíba.

O corpo está previsto para chegar no estado às 17h15. O pedido foi feito pela família paterna do garoto. Gael é fruto de um relacionamento que nasceu em uma pequena cidade da Paraíba. As famílias dos pais do menino sempre apoiaram o relacionamento do casal.

Os dois, então, decidiram sair da pequena cidade e se mudar para São Paulo. Na capital paulista, a mulher, que já tinha uma filha de outro relacionamento, engravidou de Gael. A notícia foi recebida com muita alegria pelas duas famílias, principalmente pelos pais dele, pois seria o primeiro neto.

No entanto, depois que Gael nasceu, o relacionamento do casal não dava mais certo, e eles decidiram se separar. A família afirma que a separação foi tranquila e os dois decidiram continuar em São Paulo. Ela, porque o pai da filha mais velha cedeu o apartamento onde aconteceu o crime para morarem, enquanto o pai de Gael quis seguir na capital paulista para seguir presente na vida do filho.

A mãe de Gael trabalhava com venda de cosméticos e desenvolvia sua atividade profissional em casa. Ela havia conquistado a guarda do menino e, por isso, o pai apenas buscava para passar os finais de semana com criança. A mulher sempre era vista levando o filho para escola ou passeando pelo bairro e, segundo os vizinhos, nunca houve sinal de maus-tratos.

No último domingo (9), Gael voltou da casa do pai e havia trazido um presente para a mãe, de Dia das Mães. Nada de anormal se percebeu. Até que, no dia seguinte, aconteceu o crime.

O caso

O menino Gael morreu com sinais de agressão na última segunda-feira (10). A mãe foi presa em flagrante e é a principal suspeita pelo crime. O caso ocorreu na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, na Bela Vista, durante o período da manhã. A Polícia Militar foi acionada por volta das 12h.

A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) registrou o caso como homicídio qualificado consumado com emprego de meio insidioso ou cruel, ou que resulte em perigo comum, e indiciou a mãe de Gael.

Nesta terça-feira (11), o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) atendeu o pedido da Polícia Civil e converteu em preventiva a prisão da mãe do menino.