Do Folhape

Covid mantém tendência de alta em PEFoto: Pixabay

Embora diante de um cenário menos severo do que nos ciclos anteriores, a transmissão da Covid-19 mantém a tendência de alta verificada nas últimas semanas em Pernambuco. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, no boletim desta quarta-feira (15), a confirmação de 1.557 novos casos da doença no período de 24 horas, batendo mais um recorde de infecções diárias desde o surto passado, no começo do ano. A imensa maioria das notificações, no entanto, é de quadros leves.

De acordo com a SES-PE, das mais de 1.500 ocorrências, 11 eram Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), correspondendo a 0,7% do total. As infecções sem gravidade totalizaram 1.546 diagnósticos, o que representa 99,3%.

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Além disso, foram contabilizadas quatro mortes, de dois homes e duas mulheres de 65 a 87 anos. Três delas ocorreram ainda em 2020 e uma, na última segunda-feira. Com isso, o Estado chega a 950.224 casos confirmados e 2.793 óbitos em mais de dois anos.

Ciclos menos graves

Desde março de 2020, quando a Covid-19 chegou ao Estado, a pandemia segue uma dinâmica de “ondas” de transmissão mais intensa seguidas por ciclos de baixa, o que deve se manter até o fim da crise sanitária. Dessa forma, a tendência é que o atual momento de alta, que ocorre ainda em meio ao período de sazonalidade das doenças respiratórias, não seja tão grave quanto os anteriores.

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“Estamos diante de um vírus que consegue driblar o sistema imunológico, reinfectando as pessoas, independentemente de elas estarem vacinadas com uma, duas, três, quatro doses. Felizmente, a vacina vem trazendo uma proteção em relação às gravidades. O número de pacientes com situação de gravidade maior é bem menor e, quando isso acontece, é com pessoas que não têm o esquema vacinal completo”, lembra o infectologista Demetrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc).

Variantes e uso de máscara

Apesar disso, a Covid-19, assim como outras infecções, incluindo as do Influenza, continua a gerar casos de SRAG e a circulação viral, caso não seja controlada, pode provocar o surgimento de variantes mais agressivas. Por essa razão, o infectologista reforça a necessidade de que as pessoas que tenham deixado de usar máscara voltem a adotar a proteção, como está sendo novamente recomendado pela Secretaria de Saúde.

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“Enquanto aparecem essas mutações, como, agora, a da Ômicron BA.4, sendo mais transmissível, mas sem apresentar uma virulência maior, ainda é uma situação que mantém uma certa tranquilidade. Porém, quanto maior for a proliferação do vírus, mais a gente dá chance a ele de desenvolver uma variante que mude esse comportamento”, alerta o médico Demetrius Montenegro.