O anel viário anunciado pelo prefeito Luciano Duque (PT) como uma das mais importantes obras do seu governo, ainda não saiu do papel , mas já começa a contabilizar problemas. No dia 9 de janeiro, o prefeito posou para fotos e começou a rasgar a terra iniciando um traçado de 23 quilômetros, do primeiro trecho, que começa ao lado Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e segue, inclusive, nas proximidades do residencial Vila Bela, as margens da Br-232.

De acordo com o projeto, o anel viário, com custo estimado em R$ 30 milhões, vai beneficiar 12 bairros de Serra Talhada e prevê, inclusive, a construção de ciclovias. “O momento agora é de preparação do terreno. Vamos acelerar os trabalhos para que os topógrafos comece a trabalhar já na semana que vem”, disse Luciano Duque em 9 de janeiro, quando acompanhava os trabalhos (Foto abaixo).

A reportagem do FAROL visitou o trajeto do anel viário, no último final de semana, e constatou o estado de abandono com a obra. O mato já tomou de conta de alguns trechos e até cerca foram colocadas para evitar a passagem de pessoas e veículos. O traçado às margens da PE-365 parece ser um dos mais prejudicados, uma vez que até trilhos da Rede Ferroviária Federal (Reffsa) foram arrancados para dar vida ao anel.

INVESTIGAÇÃO

Dez meses após a prefeitura ter iniciado os trabalhos, a bancada de oposição, que está com todos os mapas das licitações feitas pelo governo Luciano Duque, promete entrar de cabeça no caso. “Queremos saber o valor da obra realizada em janeiro. Se houve licitação e quem foi o vencedor. Isto é questão de transparência”, disse o vereador Márcio Oliveira (PTN).

Ele ingressa com um requerimento na sessão ordinária desta segunda-feira (28). No site da Prefeitura de Serra Talhada não consta nenhuma informação sobre despesas realizadas com o projeto do anel viário.

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