Dia do Assistente Social e a desvalorização em Serra Talhada

Por Poliana Nunes Ferraz, Geógrafa, Assistente Social e Psicanalista clínica

Dia 15 de maio comemorou o dia do Assistente Social, profissional este que tem como principais competências: elaboração execução e avaliação de políticas sociais; orientar grupos e indivíduos; realizar estudos socioeconômicos, entre outras expressas na lei 8.662 de 1993.

Mas é muito triste ver que esses profissionais que lutam tanto para efetivar direitos dos usuários não conseguem efetivar os seus. Em relação a valorização do salário pago aos assistentes sociais dos municípios, principalmente em Serra Talhada.

Tem profissionais que ingressaram no serviço público local e desempenharam sua função com muita eficiência e eficácia por mais de 30 anos no município, se aposentando esse ano com um piso de um salário mínimo.

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É vergonhoso a não valorização desses profissionais que se qualificaram para doar o seu melhor frente as mais variadas demandas de uma sociedade excludente que sofrem com políticas públicas pouco abrangentes, com pouco acesso a programas de saúde e educação etc.

Por esse motivo, acabam não conseguindo sair do sistema de exclusão social, que perpétua historicamente. São esses profissionais que estão cotidianamente oferecendo suporte e defendendo os direitos dos indivíduos em situação de vulnerabilidade.

O profissional trabalha para solucionar problemas sociais e garantir o acesso da população a recursos e serviços que atendam às necessidades sociais para amenizar as sequelas das mazelas sociais, mas esses mesmos profissionais estão sofrendo o descaso da falta de reconhecimento daqueles que deveriam lutar para que esses profissionais tenham pelo menos um piso salarial da categoria.

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Existe projetos de lei que vem se arrastando na Câmara dos Deputados desde 2021 41/21 e outro de 5874/23, ambos que determinam o piso do Assistente Social para uma jornada de 30 horas. Mas nenhum do projeto ainda foi para votação e sanção.

Enquanto a categoria não conseguir esse reconhecimento profissional através do estabelecimento do piso profissional, estarão sujeitos a precarização, aberta ou velada, das condições em que esse trabalho se realiza.

Considerando o estatuto de trabalhador assalariado do assistente social, subordinado a processos de alienação, restrição de sua autonomia técnica e intensificação do trabalho a que estão sujeitos os trabalhadores assalariados em seu conjunto.

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