
Do FolhaPE
Nesta segunda-feira (28), Pernambuco comemora o Dia Estadual dos Doutores da Alegria, data instituída no calendário do estado desde 2012 pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Neste mês de setembro, a organização da sociedade civil sem fins lucrativos celebra 23 anos de trajetória no Recife e 35 anos no Brasil. Além da capital pernambucana, a associação atua em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em 2025, mais de 100 mil pessoas foram alcançadas pelo Programa de Palhaços em Hospitais na capital pernambucana.
O trabalho é realizado por artistas profissionais especializados em palhaçaria. Eles passam por treinamentos e acompanhamento artístico contínuo e são contratados pela organização, sem atuação voluntária.
“Recife é a casa dos Doutores da Alegria no Nordeste. Ao longo de mais de duas décadas, percebemos que o nosso trabalho consolida a importância da humanização e da arte no ambiente hospitalar, atestando a potência de resgatar o lado saudável da criança, a brincadeira e o universo lúdico”, destacou Arilson Lopes, coordenador artístico da unidade Recife dos Doutores da Alegria.
Avaliação realizada pelo Instituto Fonte apontou que 96% dos profissionais de saúde dos hospitais atendidos pela organização relataram que as crianças ficam mais à vontade no ambiente hospitalar. Segundo o levantamento, 85% também identificaram evidências clínicas de melhora.
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No Hospital da Restauração, no Derby, na área central do Recife, o cirurgião plástico Marcos Barretto, que atua no Centro de Tratamento de Queimados, também destaca a participação dos palhaços na rotina dos pacientes.
“Os Doutores da Alegria fazem uma diferença grande na recuperação dos pacientes. A gente sabe que o lado emocional conta muito e os palhaços contribuem com isso de forma palpável. Existe o tratamento de queimados com e sem os Doutores da Alegria. Eu prefiro com os Doutores da Alegria e as crianças também”, afirmou.
Além das visitas aos hospitais, a unidade do Recife desenvolve atividades de formação e projetos culturais. Entre as iniciativas estão a publicação do livro “Coletânea Conta Causos – Volume 1”, com 13 histórias inspiradas em situações vividas nos hospitais, e a realização de espetáculos e cursos de palhaçaria.
Entre maio e novembro de 2024, por exemplo, o Curso Livre de Palhaçarias para Jovens reuniu 25 participantes em uma formação com 14 disciplinas. A organização também realiza intervenções em empresas.
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Como contribuir
O trabalho nos hospitais é gratuito para as instituições de saúde e é financiado por doações de pessoas físicas e empresas, além de recursos obtidos por meio de leis de incentivo fiscal.
As contribuições são destinadas à manutenção das atividades, formação e treinamento dos artistas e expansão dos projetos. Doações podem ser feitas pelo site do projeto.