Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias
Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Durante entrevista ao Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, nesta segunda-feira (13), o médico oftalmologista Dr. José de Barros orientou a população sobre a importância das consultas preventivas, explicou quais sintomas exigem atendimento imediato e fez um alerta sobre os impactos do uso excessivo de telas na saúde ocular.

Segundo o especialista, o acompanhamento com um oftalmologista deve fazer parte da rotina, mesmo quando ainda não há sintomas aparentes: “O ideal é procurar o oftalmologista uma vez por ano, assim como fazemos um check-up. Muitas doenças oculares se instalam de forma silenciosa e só apresentam sintomas quando já estão em estágio avançado. Quando identificamos precocemente, o tratamento é mais simples e as chances de evitar complicações são muito maiores”, explicou.

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O médico ressaltou que alguns sinais não podem ser ignorados. Entre eles estão a perda súbita da visão, o surgimento de flashes luminosos e o olho vermelho acompanhado de dor intensa e sensibilidade à luz, sintomas que podem indicar doenças graves e precisam de avaliação urgente.

Outro ponto abordado foi o crescimento dos casos de miopia entre crianças e adolescentes, associado ao uso prolongado de celulares, tablets e computadores. O oftalmologista afirmou que a combinação entre predisposição genética e excesso de tempo em frente às telas tem contribuído para o aumento do problema.

“Existem alguns dados da Organização Mundial de Saúde que estimam que até 2050 aproximadamente, mais de 50% da nossa população estará usando óculos por conta de miopia e aqui vale também reforçar que o uso prolongado de telas, em particular tablets e celulares, tem a ver e muito com a miopia. A questão da proximidade de tela, é um fator que contribui, para aumento da miopia, além da questão genética, que a gente sabe que é uma herança. Então, junte a genética com o uso prolongado de tela, prejudica e muito”, analisou Dr. José, complementando:

‘A gente também tem que levar em conta que telas  desencadeiam o ressecamento ocular, olho seco, sem contar com outras situações não oftalmológicas relacionadas como, por exemplo, a dependência psicológica do uso de celular. Hoje, as crianças praticamente nascem com um celular nas mãos, mas isso preocupa muito. A recomendação é evitar totalmente o uso antes dos dois anos de idade e limitar esse tempo ao máximo durante a infância para proteger o desenvolvimento da visão”, finalizou o oftalmologista.

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