
O secretário de Relações Institucionais de Serra Talhada, Dr. Waldir Tenório, fez críticas à atuação de vereadores do bloco da oposição e cobrou mais seriedade no exercício dos mandatos parlamentares. Durante participação na edição da sexta-feira (14) do programa Tribuna Livre, da TV Farol no YouTube, ele questionou comportamentos que classificou como encenações e defendeu que as sessões da Câmara sejam mais voltadas à discussão de propostas e à votação de matérias de interesse da população.
Embora não tenha citado nomes diretamente, Waldir mencionou um episódio protagonizado pelo vereador China Menezes, que, na sessão da Câmara da terça-feira (20), levou dois sacos com pedras à tribuna em um gesto de ironia direcionado à secretária municipal de Saúde, Lisbeth Rosa Lima. [Relembre]
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“Eu imagino que a política é uma coisa séria. Não é uma coisa de molecagem, pra você estar com molecagem, estar carregando pedra pra tribuna, pra estar se ajoelhando no meio, como a gente tinha uma Câmara de Vereadores, onde vereadores iam se ajoelhar lá, pelo amor de Deus, encenando. Aquilo não é um circo”, declarou Waldir.
Na sequência, o secretário defendeu que os parlamentares recorram a profissionais capacitados para auxiliar no exercício dos mandatos, em vez de utilizar o espaço legislativo para manifestações que classificou como encenações
“Ali você está com uma responsabilidade enorme nas suas costas. Se você não sabe a responsabilidade que é ser um vereador, que é ser um deputado, não assume, entendeu? Não existe local melhor pra você fiscalizar, se realmente você quiser fiscalizar de forma séria. E se você não tiver conhecimento pra exercer direito à sua profissão, nomeie pessoas que possam te ajudar e te guiar, que você tem como guiar. Digamos, eu tenho uma empresa onde eu não sou gestor. Eu sou um ‘executador’, eu pago pessoas pra gerirem, e é assim que funciona. Da mesma forma, se eu tiver um mandato onde eu não sei gerir o meu mandato por leis, por isso, porque eu fui eleito pelo povo porque o povo queria, existem os cargos dentro da ‘vereância’, justamente pra você nomear um advogado, pessoas que possam fazer isso, e não pra gente estar tendo encenações”, afirmou.
Desperdício de tempo nas sessões
Em outro momento da entrevista, Waldir criticou o que considera excesso de discursos protocolares e de iniciativas que, segundo ele, não enfrentam diretamente os problemas da população. O secretário citou moções de aplausos, solicitações de quebra-molas e outros assuntos debatidos pelos vereadores.
“A gente está tendo ali, desculpa, com todo o respeito que eu tenho à câmara de vereadores e a todos os vereadores, sem tirar e sem colocar, porque foram eleitos de forma legítima pelo povo, tá lá, entendeu? A gente tem que ter um momento mais de seriedade, aquele discurso de estar quase se matando, brigando, de palhaçada. Pô, cara, vamos fazer o seguinte, a gente tem uma hora, duas horas por semana de sessão, vamos tratar coisa séria, vamos votar coisas a favor do povo”, declarou, continuando:
“A moção de aplausos e de quebra-mola e disso, daquilo outro, de família, disso, daquilo outro, é uma coisa mínima, é importante ser feita, mas que eu acho que pode ser feita em outro momento, certo? Aí eu tenho cinco minutos pra falar, eu passo quatro e meio agradecendo e não falo nada que vai modificar a vida das pessoas, diretamente”.
População deve fiscalizar
Ao final, Waldir defendeu que a população acompanhe mais de perto a atuação dos representantes eleitos e cobre resultados do poder público. O secretário também questionou a atuação de vereadores que ganham visibilidade com vídeos e denúncias, mas que, na avaliação dele, não apresentam projetos.
“A gente hoje tem portal de transparência, então, os vereadores, cadê? O vereador que carrega pedra, o vereador que está ali filmando dancinha no meio da praça, fazendo não sei o que, denúncia, aí você vai ver, o cara não tem um projeto, o cara não tem nada, ele está ali pra quê? Então, a gente tem que começar, a população, a gente tem que começar a cobrar o poder público, porque a gente também tem o poder de fiscalizar”.
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Assista a entrevista completa: