Publicado às 05h desta terça-feira (6)

A editora Chiado Books, de Portugal, promove, no dia 17 de novembro, o lançamento do livro ‘O pistoleiro de Serra Talhada: a saga do fazedor de milagres”. O autor é o jovem Iago Josef, pernambucano de 25 anos, formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O lançamento acontecerá no dia 17 de novembro, no Salão de Eventos do SESC Santa Rita, no Cais de Santa Rita, em Recife.

O detalhe é que autor nunca veio a Serra Talhada, mas criou a história inspirado no pistoleiro da vida real Vilmar Gaia, mas a história é completamente diferente. O Vilmar Gaia do livro não é o mesmo Vilmar que fez história na década de 70. “É uma construção figurativa de um pistoleiro para falar de temas sociais”, enfatiza Iago Josef.

SINOPSE

Ao regressar de São Paulo para sua terra natal, Serra Talhada, Vilmar Gaia reencontra um lugar repleto de mistérios e segredos, aos poucos algumas descobertas o levarão ao verdadeiro assassino do seu pai. Mesmo sendo um homem frio e sem piedade para a morte, imerso no seu desejo de vingança, o cangaceiro, de sentimentos inconstantes, se prende ao amor de Imaculada, esposa e prisioneira do seu maior inimigo, Zé Sucriano, o Barão do Pajeú.

Utilizando de todos os artifícios, Vilmar tentará roubar para si “a mulher mais linda desse mundo” mas para isso precisará passar por cima de alguns facheiros que surgirão pelo caminho, entre eles, a cigana Estela e Simone, a mulher vestida de púrpura e escarlate.

Seguindo os conselhos dos seus dois mentores, Edmundo e Teodoro Gaia, Vilmar se torna para o povo o “fazedor de milagres”, vindo a ganhar a confiança de uma cidade inteira. A fé no homem dos milagres é maior a qualquer outra crença. É sob uma túnica branca e com uma pomada milagrosa, que serão escondidos os crimes de um dos maiores pistoleiros do sertão nordestino.

Um messias para o povo, um assassino para a justiça. Aos poucos, o pistoleiro se torna uma construção figurativa para falar do cangaço, das superstições, do conformismo, da dominação, do pânico, da resistência, da vingança, da idolatria e hipocrisia religiosa, da cegueira social, da maldade humana, do amor verdadeiro.