No dia 27 de agosto do ano passado, o ex-prefeito Carlos Evandro reuniu cerca de 500 professores no auditório do Colégio Imaculada Conceição para anunciar o pagamento de um bônus que foi rateado entre 84 escolas que se destacaram após os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Na época, o governo rateou R$ 200 mil com os professores, cumprindo a Lei Municipal 1.518 que foi aprovada pela Câmara de Vereadores. Hoje, a categoria está em pé de guerra e cobra o cumprimento da lei.

“Simplesmente ninguém fala nada sobre o assunto. É como se nada existisse. Já estamos no mês de setembro e o governo sequer se pronunciou”, lamentou a professora Fátima Dantas, que leciona na zona rural de Serra Talhada. No ano passado, ela recebeu R$ 296 que lhe ajudou e deu estímulo a manter uma rotina difícil em sala de aula. Com o silêncio do governo, alguns professores pretendem acionar o sindicato, logo após a Festa da Padroeira, para tomar providências quanto ao pagamento dos bônus.

O OUTRO LADO

A reportagem do FAROL conversou com o secretário de Educação, Edmar Júnior, que confirmou o não pagamento dos bônus, mas justificou o comportamento do governo.

“Estamos com dificuldades pois os recursos são escassos. Fechamos a pouco tempo um acordo salarial com os professores e a prioridade é garantir as conquistas. Agora, não estamos descartando o pagamento dos bônus. Isto pode ser feito até o final do ano”, disse Júnior, revelando uma data: “Pode ser até no Dia do Professor. Vamos pensar nisso”, finalizou.

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