Em defesa do PCCR, Veraluza manda recado à Márcia: "Não suportamos mais”

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST), Veraluza Nogueira, entrou em contato com a redação do Farol para assegurar que abriu uma nova ‘frente de batalha’ com o governo da prefeita Márcia Conrado.

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A sindicalista relembrou que após a conquista dos precatórios do Fundef, que durou vários anos, a categoria agora vai lutar pelo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). Em longa nota, o Sintest pontua que não dá mais para esperar, e também cobra o engajamento dos vereadores de Serra Talhada.

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“No mês de dezembro, nós terminamos a leitura do PCCR, este Plano de Cargos e Carreiras, que está há quase 12 anos, ou talvez até mais, sem que seja aprovado, porque é onde vai dar o direito dos trabalhadores. E nossos trabalhadores em Serra Talhada, eles muitas vezes são vistos só para votar. Para votar, eles são vistos. Só que, assim, um dia eles vão se acordar. Eu tenho fé em Deus que eles vão se acordar. Eles vão se acordar desse sono eterno. E a gente esperando”, disse Veraluza Nogueira, acrescentando:

“Esse PCCR a gente terminou. Teve uma reunião com a gestora, a prefeita Márcia Conrado, onde ela dizia, onde ela falava que ia mandar para o jurídico, ia também para os vereadores, para o secretário, para todo mundo analisar, e nos perguntou se nós, que fizemos parte da elaboração do PCCR, tínhamos concordado com tudo que estava ali. E, simplesmente, a gente falou que sim, que a gente não queria nada mais nem nada menos do que o direito do trabalhador. É claro que é o que eu aprendi a fazer. Então, ficaram com esse projeto, ou melhor, esse pré-projeto lá, e nunca nos deram retorno nenhum. Nem o procurador, nem a prefeita, nem ninguém”.

Na opinião de Veraluza, a situação tem que ser alterada e promete muita luta pela aprovação do plano.

“O servidor está com o salário abaixo do que deveria estar. Não pode ele receber menos do que o mínimo, como as outras categorias, e eles complementarem com abono. Isso aí não justifica para a Justiça. Mas, como em Serra Talhada muitas vezes deixam passar tudo, tudo está certo, então chegou o momento de pedir que a prefeita abra os olhos dela e corra atrás de resolver as coisas que são necessárias para o trabalhador. Por quê? Ela foi eleita para isso”.

PRAZO

“E a gente está, mais ou menos, há dois anos que ela está mais preocupada com campanha política. E campanha política, sem resolver as coisas que têm de se resolver com o trabalhador, ninguém tem voto não. E agora nós somos assim: se não aprova logo o que é de direito do trabalhador, então não tem voto, e é o que não vai ter. Porque eles estão preocupados com a política, que a política é muito boa, apesar de que a política não é profissão, a política é uma opção. Mas o servidor tem profissão. Quando ele não é professor, ele é merendeira, ele pode ser auxiliar de creche, ele pode ser auxiliar, ele pode ser merendeira. Eles têm profissão, o político não tem. Mas eles estão mais preocupados com o dinheiro deles”.

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REVOLTA E VEREADORES

“Então, dá uma revolta, e eu estou revoltada com isso, porque nós não suportamos mais a enganação da senhora gestora, querer tapar o sol com a peneira, está certo? Então, a gente está no momento de cobrar e já prometendo que agora, nesse mês de julho, a gente quer esse projeto, esse mini-projeto, na Câmara para ser aprovado, porque o professor está tendo perda.

Os professores aposentados, por sinal, eles não têm mais como progredir em nada, mas só que eles têm a hora-aula, que a hora-aula aqui para eles é paga por 150 horas, e, pela lei, pelo direito, é por 187,5.

Então, eu estou desabafando aqui, estou revoltada, e eu vou agir com isso. E eu vou mostrar que não tem político bom se ele não se mexe, se ele não faz nada, porque nós não somos mais inocentes, tanto como eles achavam que nós seríamos.

A revolta é grande. Os servidores já estão me cobrando. Quando a gente está terminando uma batalha, já vem outra. E graças a Deus que vem, e graças a Deus que a gente corre para a luta e para defender o trabalhador. É uma coisa que eu aprendi a fazer muito bem: defender o trabalhador. Esse trabalhador que sua a camisa, que é trabalhador braçal, que usa suas mãos, que usa sua habilidade. É o que eu sei fazer”.