waldemarFotos: Farol de Notícias / Alejandro Garcia

O pré-candidato a prefeito de Serra Talhada, Waldemar Oliveira, visitou a redação do Farol na tarde dessa quarta-feira (8) onde conversou sobre vários assuntos. Entre eles, a possibilidade de o médico Fonseca Carvalho entrar no ninho republicano. Waldemar Oliveira aproveitou e também fez uma análise da administração Duque e até sobre a crise que se alojou no governo Dilma Rousseff. Confira!

FAROL: Dr. Fonseca  declarou que estava aberto a um diálogo com o PR, mesmo sendo do PTB. E que, segundo ele, estava aguardando um momento para conversar com o PR e com você especificamente. Já existe um canal de diálogo aberto entre você e Fonseca?

WALDEMAR OLIVEIRA: Boa tarde, Giovanni. Gostaria de agradecer a oportunidade. Sim, já andamos conversando, sim. Ainda não fechamos nada, mas as conversas foram só no sentido do bem de Serra Talhada, conversamos no sentido da mudança, de trabalharmos e se possível caminharmos juntos. Mas não há nada fechado com Fonseca, não. Acho que ele é um grande quadro, uma grande figura, que quer o bem de Serra Talhada, quer trabalhar por Serra Talhada. Eu acho que é um grande quadro, eu tenho muito interesse de trazer ele para o nosso grupo, caminhar junto com ele.

FAROL: O deputado Augusto César, que é o presidente do PTB, já declarou abertamente que não há acordo de aliança com o PR. Seria um empecilho o fato dessa rejeição do presidente do partido? O prazo de filiações, de migrações de partido encerra em setembro, havendo esse impasse de Augusto não aceitar, será que Fonseca poderia receber o convite de se filiar ao PR?

WALDEMAR OLIVEIRA: O PR está de portas abertas para Fonseca, caso ele queira vir para o PR. Como eu disse e repito, ele é um grande quadro. Não há qualquer rejeição a pessoa do deputado Augusto. É um deputado, que se não me engano está no quinto mandato já, eu tenho todo o respeito por ele. Caminhou junto com a gente na eleição passada de prefeito e é uma pessoa que sabe fazer política muito bem e que tem o grupo dele e muita experiência política. Não há portas fechadas para aliança com Augusto, não.

Agora se ele disse que havia por parte dele, aí eu acho que é uma questão dele responder o porquê disso. Serra Talhada está em um momento em que o povo quer mudança, pelo menos as últimas pesquisas, até publicadas no FAROL esse ano, são no sentido de mudança. Eu acho que Augusto como político experiente, um político sábio, já foi prefeito, deputado em cinco mandatos, está no quinto mandato. Hoje vice-presidente da Assembleia, um deputado muito experiente, um político muito experiente. E eu acho que Augusto está sabendo dessa mudança do povo e não deve fechar a porta totalmente para o PR não.

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FAROL: Ainda falando sobre o PR, está em preparação um seminário aqui na cidade nesse novo momento que o PR está vivendo de renovação. O que é que pode vir por aí desse novo PR que está se anunciando? O que é que você imagina que pode acontecer? Quais são as estratégias que o partido está preparando, principalmente em função de 2016?

WALDEMAR OLIVEIRA: Olhe, o que eu posso te dizer é o seguinte. Estamos criando uma sede nova do partido aqui em Serra Talhada, que será na praça da Concha. O local está reformando e deverá estar inaugurando nesses próximos 30 dias, no mais tardar final de julho, começo de agosto. Temos um novo presidente, Dr. Allan, que é um advogado jovem e que tem todo interesse em trabalhar e reformular o PR. Estamos escutando a população para trabalharmos em um projeto de governo e lançarmos na campanha. O que eu posso dizer é que o PR terá sim um candidato a prefeito de Serra Talhada, hoje esse pré-candidato sou eu, mas o PR terá sim um candidato a Serra Talhada.

Temos grandes quadros, o Inocêncio Oliveira, Sebastião Oliveira e muitos outros. Inclusive outros que possam vir para ajudar, mas teremos candidato sim. Não há tendência em coligação com o PT e a orientação da nacional e da estadual é no sentido de trabalhar para o PR ter um candidato sim, aqui em Serra Talhada, que é prioridade para a gente.

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FAROL: Mudando de assunto. o prefeito Luciano Duque, nos últimos dias tem falado muito bem do governador Paulo Câmara e até já adiantou que faz questão de inaugurar as obras do FEM com a presença do governador no próximo dia 17. Como é que você vê essa mudança de postura repentina do prefeito, que não recepcionou o governador em Serra Talhada e agora faz questão de tê-lo ao seu lado, inclusive, sinalizando que gostaria de ter o apoio para 2016? Como é que o senhor analisa esse comportamento do prefeito Luciano Duque?

WALDEMAR OLIVEIRA: O governador, que eu me lembre, já esteve em Serra Talhada duas vezes esse ano e o prefeito não foi recepcioná-lo, o que eu acho um erro. Eu acho que ele tem todo direito de querer se aproximar do governador, até para melhorar o desenvolvimento de Serra Talhada, que está precisando. Agora, da última vez que o governador esteve aqui, que foi na ordem de serviço da rodoviária e depois das inaugurações da praça e centro de tecnologia de Belmonte. Foi no sentido de que, em Serra Talhada, teremos candidato da frente popular, o candidato será do PR e disse que aqui em Serra Talhada eu apoiarei quem me apoiou na eleição passada. E que eu me lembre, o prefeito Luciano não apoiou o governador, apoiou o Dr. Armando Monteiro. Eu acho que é uma tendência natural é que o candidato do governador aqui em Serra Talhada, o que o governo vem dizendo, os secretários e o próprio governador é que seja um candidato do PR.

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FAROL: O senhor está em Recife, mas sempre acompanha o cotidiano da política aqui em Serra Talhada, seja via redes sociais, seja pelo FAROL. A minha pergunta é a seguinte, há comentários que se não fossem os recursos do FEM, Serra Talhada nesses dois anos e meio não teria avançado praticamente nada. O senhor tem também o mesmo raciocínio. Quem salvou a gestão de Duque nesses dois anos e meio foram os recursos do FEM? O senhor concorda com essa tese?

WALDEMAR OLIVEIRA: Eu acho que ele está tentando trabalhar, os dois primeiros anos do governo dele foram muito ruins. Eu sinto que nesse terceiro ano ele está tentando dar uma melhorada, dar uma revolucionada. Já trouxe gente nova da oposição para o grupo dele, mas eu acho que ele precisa melhorar muito. Mais de 50% das obras que eu vejo no governo dele, são sim com recursos do FEM. Isso quer dizer, se você não tivesse esses recursos do FEM, Serra Talhada que já teve poucas obras nesses dois anos e meio de governo, não teria quase nada. Menos de 50%. Então, a meu ver o FEM ajudou bastante o governo dele, mas é um governo que mesmo assim ainda necessita de melhoras. Serra Talhada merece mais.

FAROL: 2016 vai ter virada? O PT sai do poder? O senhor comunga com essa teoria que o PT não vai governar a cidade a partir de 2017?

WALDEMAR OLIVEIRA: Eu acho que em Serra Talhada sim, e acho que dificilmente o PT vai lograr êxito nas eleições de 2016 para começar a administração aqui em Serra Talhada em 2017. Serra Talhada quer mudança sim e o PT não condiz com a mudança. O PT é poder, é poder pela primeira vez na história de Serra Talhada e eu acho que não tem demonstrado uma boa capacidade administrativa, o PT como um todo. Eu acho que Serra Talhada quer mudanças sim, e eu acho que essa mudança vem ai com PR e PSB.

FAROL: De acordo com essa sua fala, se Luciano utilizar Dilma como um cabo eleitoral durante a campanha ele pode se queimar?

WALDEMAR OLIVEIRA: Olhe, minha opinião pessoal, eu não votei na presidente Dilma. O voto é secreto, mas eu declaro o meu. Votei em Marina no primeiro turno e Aécio no segundo turno, não tenho vergonha nenhuma do meu voto. E eu acho que o presidente Lula foi um bom presidente, votei nele. Cheguei a votar nela na primeira eleição dela, acreditando no projeto de Lula, que eu achei que era um projeto bom, o país vinha bem. Não desde Lula, eu acho que vinha bem desde de Fernando Henrique, desde aquela mudança do Plano Real o Brasil vinha bem, acho que foi em 94 aquela mudança, no final do governo Itamar, depois da saída de Collor.

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Mas eu creio que o governo de Dilma foi muito ruim nesses quatro primeiros anos e esse primeiro ano do governo Dilma, ela tem conseguido ser pior que os outros quatro primeiros anos que eu já achei que foram muito ruins. Então, eu acho que Luciano não vai ter como atacar o governo Dilma porque ele é PT. Ele elegeu-se na bandeira do PT, ele vai defender o governo Dilma. Um governo muito ruim, muito difícil de defender, eu não sei nem se consegue cumprir o mandato do jeito que anda aí a crise no país, a crise política, a crise financeira, enfim.

Eu acho até que há uma possibilidade, muito plausível, ainda não parei para realmente analisar isso, mas há uma boa possibilidade de ter sim um impeachment da presidente Dilma. Pelo que eu tenho acompanhado ai de Brasília. Não é tão difícil assim, não.

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FAROL: Mas você defende o impeachment para a presidente?

WALDEMAR OLIVEIRA: Olhe, eu acho que se ficar demonstrado que ela está envolvida em toda essa questão de dinheiro da Petrobras, eu defenderei sim. Até agora realmente não pude observar, como advogado, obviamente não conheço o processo, mas pelo que eu vejo pela imprensa é que ela (Dilma) realmente está envolvida. A cúpula do PT me parece estar sim, inclusive, vários delatores e investigados já disseram isso. O nome dela não citam diretamente, citam a campanha dela, a arrecadação indireta, a arrecadação de caixa dois, enfim. E com dinheiro público, dinheiro gerado de uma forma escusa. Então, se ficar demonstrado que ela sabia, que ela está envolvida e se beneficiou daquilo ali para se eleger, eu acho que caberia sim uma ação de impeachment contra ela.

FAROL Para finalizar, eu queria saber se o senhor é otimista com relação ao futuro de Serra Talhada. O senhor como pré-candidato, como filho da terra, é otimista com relação ao futuro da cidade?

WALDEMAR OLIVEIRA: Eu sou um otimista por natureza. Eu já rodei muito, já fui professor universitário, hoje sou advogado, sou empresário e um otimista por natureza. Acredito em Serra Talhada, acredito em Pernambuco e acredito no Brasil, sim. Apesar da crise.