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A redação do FAROL recebeu a visita do jovem Fábio Magalhães Souza, 25 anos, morador do Vila Bela. Na semana passada, ele passou por um drama familiar quando perdeu a irmã Marina de Souza, de apenas 12 anos, nos corredores do Hospam. Indignado, Fábio e familiares questionam a postura dos médicos e funcionários do hospital num episódio que precisa de esclarecimentos. Confira a entrevista.

FAROL: Você perdeu uma irmã recentemente, o que aconteceu?

Fábio Magalhães: No caso, eu e minha família estamos revoltados por causa da assistência que nós recebemos no hospital, a gente não recebeu a assistência que minha irmã precisava. O doutor chegou, atendeu, isso foi no sábado. Simplesmente, ela chegou no hospital às 7h30 da manhã para ser atendida pelos médicos e não recebeu assistência adequada. Não foi encaminhada para receber nem um oxigênio, ficou em uma sala no corredor.

FAROL: Quais eram os sintomas dela?

F.M.: Os sintomas dela era febre alta e convulsão, a gente está com a suspeita que ela já saiu de casa com uma parada cardíaca. A família toda está suspeitando que foi coração, mas, infelizmente, os médicos sem ter certeza colocaram lá como se fosse meningite. Até as crianças que estudavam com ela no distrito de Santa Rita ficaram todas constrangidas, não quiseram ir para a escola porque pensaram que era uma doença contagiosa.

Não só eu que sou irmão, mas toda a família está revoltada, porque eles não deram a informação correta. Até Aron Lourenço (Secretário-Executivo de Saúde ) que trabalha na vigilância sanitária foi lá em casa, fez toda a pesquisa, viu todos os exames dela e ele mesmo confirmou que não era o caso. E eu quero que o Ministério Público vá até o hospital e cobre. A gente tem que receber essa resposta, até hoje a gente não recebeu a resposta adequada, a família precisa para que a gente possa informar do que realmente minha irmã morreu.

O que mais choca a família é que ela não teve um velório como merecia, assim que chegou foi enterrada. Muitos chegavam na porta do velório, mas não queriam porque tinham medo de ser contaminado por aquela doença. Então, o que chocou a gente foi isso, a gente só quer revelar toda a verdade.

FAROL: Uma das queixas que a família tem é que foi assinado um laudo médico sem ter a certeza da doença, porque o resultado do exame ainda não saiu? O médico que assinou o laudo, assinou sem ter a certeza do diagnóstico?

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F.M.: É verdade, assinou sem ter a certeza do exame, porque até hoje a família não recebeu o resultado desse exame. Então, a gente está cobrando do Hospital Agamenon Magalhães que passe o resultado desse exame para a gente, para passar a essas pessoas que estavam pensando que minha irmã tinha essa doença, passar a certeza que realmente não foi esse caso. Que ela morreu de outro problema e não dessa meningite como o doutor passou. A gente só quer passar a verdade que minha irmã não morreu dessa doença.

FAROL: Com relação ao tratamento dos profissionais, como foi?

F.M.: O tratamento dos profissionais realmente, a maioria, teve um bom atendimento, como os guardas, realmente tratou a família bem. Mas as enfermeiras, na hora, minha mãe ficou chocada. Ela estava com a criança, as chamava para apoiar, estar lá do lado dela, e muitas as não quiseram ficar do lado da minha mãe. Muitas aplicavam uma injeção e saiam e o que revolta a gente lá é isso. O atendimento lá foi péssimo, a gente ficou triste por causa disso.

Não tivemos atendimento, a gente soube por Aron, que teve enfermeiros que antes de sair do hospital depois que minha irmã chegou a óbito, jogou a roupa no lixeiro. Com medo de chegar nas suas próprias casas e contaminar suas famílias. Então, o que mais choca a família é isso, nós fomos humilhados no Hospital Agamenon Magalhães, fomos humilhados e só pedimos que o Ministério Público tome conta desse caso.

A gente como família não podemos fazer justiça com as próprias mãos, a gente quer um resultado, a gente quer que a justiça dê um resultado para a gente, para que a gente possa informar as pessoas, realmente, do que minha irmã morreu. Eu como irmão dela, eu era muito amigo da minha irmã, eu só tenho lembranças boas a recordar dela. Ela era muito boa, muito amiga. Uma irmã que estava presente nas horas mais difíceis da família, ela estava do nosso lado. E eu espero que Deus a coloque em um bom lugar, ela esteja lá rogando por a gente.

Ela era muito estudiosa e os coleguinhas de escola dela colaborem com a gente, estejam do lado da família, estejam rogando a Deus para colocar ela em um bom lugar. E peço a Deus que dê o conforto não só a família, mas também os colegas dela de escola, ela tinha muitos amiguinhos.

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FAROL: Qual era o nome dela?

F.M.: Marina Magalhães Souza

FAROL: Qual era sua idade?

F.M.: Ela tinha 12 anos, ia fazer 13 em 25 de julho.

FAROL: Para finalizar, você cobra agora do Hospam o resultado oficial do laudo. Como você já tinha dito, segundo as informações de Aron, que não era meningite?

F.M.: A gente quer cobrar o resultado oficial do Hospital Agamenon Magalhães, para que eles provem o que eles falaram, foi o que realmente ela tinha. Porque até hoje, a família não acredita. O médico mesmo chegou para mim e falou: ‘você é o irmão dela?’. Eu falei que era e ele disse: ‘Eu estou com a suspeita que ela está com meningite’. Mas eu o questionei como ele poderia saber se era mesmo essa doença se ele não estava com o exame nas próprias mãos. Ele disse que iriam encaminhar ela para Recife, porque aqui não tinham o equipamento para fazer os exames e estávamos esperando a liberação de uma senha.

Senha essa que só foi liberada quando minha irmã estava morrendo. Foi liberada quando minha irmã deu uma parada cardíaca. Deu a parada cardíaca dentro do hospital, chegou a óbito dentro da ambulância. Então, estamos muito revoltados. Certo que eles atenderam, depois que ela estava morrendo, caiu médico, enfermeiro.

Mas no momento que ela chegou só aplicaram uma injeção, colocaram um balão de soro e deixaram minha irmã por conta lá no corredor do hospital. Ainda mais, o doutor deu essa informação sem ter a certeza. O que mais nos revoltou foi isso, o doutor não teve a certeza que minha irmã tinha meningite e saiu informando e espalhando dentro do hospital todinho.

FAROL: Mais alguma coisa que você gostaria de falar Fábio?

F.M.: Eu só quero agradecer a todos que estavam com a gente no momento mais difícil, que estavam com a gente no hospital, meus familiares. Quero agradecer a todos que estavam no momento e que até hoje estão no nosso lado. Muito obrigado!

 

NOTA DA REDAÇÃO

O FAROL entrou em contato com a Direção do Hospam para esclarecer os fatos. Por telefone, a diretora médica, Dra. Mauriciana Pereira Ferreira anunciou que o hospital irá se pronunciar sobre caso somente após a publicação desta matéria. A diretora não revelou detalhes sobre o caso, mas prometeu responder a todos os questionamentos por meio de nota a esta redação.