Atualizado às 16h31 desta quinta (9)

O vereador licenciado e agora novo secretário de Serviços Públicos de Serra Talhada, Márcio Oliveira (PTN), aceitou o convite de conversar com o FAROL sobre os projetos que tem para a pasta, a qual deve assumir nas próximas semanas. Márcio também comentou sobre política e assumiu a vontade de sair como candidato a vice-prefeito ao lado de Luciano Duque em 2016. Vale a pena conferir!

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ENTREVISTA – MÁRCIO OLIVEIRA

FAROL: Márcio, obrigado pela visita ao FAROL. Gostaríamos de saber, primeiramente, com relação ao seu novo trabalho, que o senhor deve assumir já este mês na Prefeitura de Serra Talhada. Quais serão suas prioridades a partir de agora que assumirá a secretaria de Serviços Públicos no lugar de Célio Antunes?

Márcio Oliveira: Obrigado pelo convite inicialmente, a secretaria de Serviços Públicos abrange algumas áreas como a limpeza urbana, a manutenção de vias, mas eu acho que a grande prioridade hoje é o trânsito, quando a minha vinda pra essa secretaria é que a gente ordene o trânsito de Serra Talhada, que é um problema que a gente precisa enfrentar, a gente já está enfrentando. Já começou a andar com algumas coisas e realmente a prioridade é o trânsito de Serra Talhada.

FAROL: O que você vê de mais crucial?

M.O.: A gente tem a municipalização do trânsito, esse reordenamento de vias. Já temos um projeto que foi feito por uma empresa competente. E nós vamos ter o reordenamento de várias vias aqui em Serra Talhada, com municipalização, a Zona Azul, tem todo um leque de coisas que vão ser implantadas, que com certeza vai trazer melhorias para o trânsito de Serra Talhada.

A gente está bem confiante nesse projeto, foi uma empresa que fez bem competente, e não me recordo o nome agora, mas foi a que fez o projeto de Arcoverde. É uma empresa boa, a gente está com o projeto para apresentar, se vocês quiserem. E a gente acredita muito no projeto que foi feito por ela. Nesses seis meses a gente tem muita modificação.

FAROL: A gente está vendo que o secretário Célio Antunes, antes de sair, está procurando deixar a “casa menos bagunçada” com relação ao trânsito. Não existe o receio de sua parte de dizerem que o senhor chegou na secretaria já com tudo pronto? E só vai dar continuidade ao trabalho de Célio?

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M.O.: Não, eu não tenho não essa preocupação. Porque o objetivo principal é trazer a melhoria para a população, não importa se foi feito por um ou por outro. O importante é que a gestão está tirando essa obra, essa benfeitoria que estava esquecida há muito tempo e a gestão está tomando essa melhoria para si e está tirando. Não importa não se foi Célio, se foi outro. O que importa é que a gestão está sim resolvendo isso.

FAROL: Entrando na seara política e retomando antigas conversas da possibilidade de você ser vice-prefeito daqui a dois anos… Existe o desejo do secretário Márcio Oliveira se candidatar a vice?

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M.O.: A vontade existe, mas eu não sei se vai acontecer. Por exemplo, eu tenho o desejo de ser presidente da Câmara, de ser prefeito, de ser vice, mas tudo no seu momento. Se não for o meu momento de ser vice, no próximo ano, tudo tranquilo.

Acho que ainda está muito cedo para realizar essas conversas, tem outras pessoas também que poderiam ser vice, que são pessoas bem relacionadas, que podem fazer um bom trabalho para Serra Talhada. Mas vontade, se eu disser que não, eu estou mentindo.

FAROL: O senhor demonstra ambição política. Vê isso como positivo neste momento?

M.O.: Eu não digo ambição, mas pretensão sim. A gente que mora em Serra Talhada, que estudou fora para se preparar e escolheu essa cidade para morar e viver, a gente tem a pretensão que ela se desenvolva. E eu acho que a gente tem sim competência para fazer um bom trabalho.

FAROL: Então, se houver o convite, Márcio aceita…

M.O.: Se houver o convite, sim. Se a gente achar que é melhor para a aliança, a gente aceita sim. Mas como eu falo, é uma discussão ainda, não é o momento ainda. E se eu não for vice não vou ficar com raiva de ninguém por causa disso. A gente tem que colocar a pessoa que esteja mais preparada para melhorar e desenvolver o nosso município.

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FAROL: Acha que esses boatos que surgiram que o senhor pode ser vice, não deixaram Marquinhos Dantas e Tatiana Duarte chateados? E por isso anteciparam um quadro político de animosidade com o prefeito Luciano Duque?

M.O.: Não, eu acho que o motivo não foi esse não. Eu acho que, e pelo que a gente escuta falar, havia essa distanciamento há algum tempo. Esse fator, meu nome como fator, foi um dos que menos contribuiu. Acho que não tem nada a ver isso.

A vice vai ser trabalhada, não tem nada definido nada de vice de forma alguma. Poderia ser, inclusive, continuar sendo Tatiana ou Marquinhos, que são ótimos quadros. Eu sempre falei isso a ele, eu acho que eles são ótimos quadros para Serra Talhada.

Não ficou nada definido de vice. Até seria errado se definir uma vice num momento tão longe da política, tem muita coisa que vai modificar daqui para lá e a gente tem que estar atento a essas modificações, aí sim definir quem vai ser o vice.

FAROL: O FAROL sempre acompanhou o seu trabalho de fiscalização, enquanto vereador da oposição e surpreendeu a sua migração para o executivo municipal. Hoje parece que ninguém vai suprir a sua lacuna na Câmara. O senhor tem a consciência de que a sua saída enfraqueceu e muito a bancada de oposição da qual você fez parte por um bom tempo?

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M.O.: Eu me dou bem com todos os vereadores, tanto os de oposição quanto os de situação. Eu realmente fazia a parte mais técnica, de preparar o que Dr. Gilson levava a tribuna. Mas eu acredito que os outros vereadores que compõem a base da oposição, a gente sempre fazia tudo em conjunto, eles vão saber sim fazer esse papel.

O que eu gosto sempre de lembrar é que todas as fiscalizações que eu fiz, e sempre deixei onde era para deixar, no seu órgão julgador. Sempre está lá, e a partir do momento que entrega é com eles e a gente não tem mais competência para isso.

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FAROL: Como é que o senhor espera que o dr. Barbosa Neto se comporte na Câmara?

M.O.: Eu não sei, mas é um vereador, que já foi vereador outras vezes e é de muita competência, terá habilidade para se posicionar. A gente sempre prega uma independência, ter os nossos posicionamentos independentes de qualquer circunstância.

E em determinados momentos eu até defendi certos posicionamentos de Luciano, em outros eu criticava, independente de ser da base de situação ou de oposição. Acredito que Barbosa vai seguir nesse caminho, o que for para bater ele vai bater, o que for para aplaudir ele vai aplaudir.

FAROL: Em relação a Sebastião Oliveira, como está a sua relação com ele?

M.O.: Eu falei com Sebastião depois que eu sai da bancada de oposição, por volta de dois meses atrás, expliquei meus motivos e ele entendeu, e não fui questionado mais profundamente. E a gente mantém uma relação boa, nós somos primos o que a gente conversou com Luciano, em relação à eleição municipal, eu continuo a seguir ele na esfera federal, sem problema nenhum. Como deputado federal é o que desempenha melhor o papel para nossa cidade, então, eu acho que continuo com ele.

FAROL: Então, em 2016, você e Sebastião estarão em palanques diferentes. Mas em 2018 estarão juntos?

M.O.: Não tenho nenhum problema para 2018. Se eu continuar a achar que Sebastião desenvolve o melhor papel para Serra Talhada como deputado federal, eu vou continuar apoiando ele, com certeza.

FAROL: Márcio fique à vontade para fazer as considerações que quiser aos serratalhadenses, preparando-os para a chegada do novo secretário de Serviços Públicos.

M.O.: A gente estará iniciando um trabalho com boa vontade para escutar com humildade. Vamos melhorar o que tiver para melhorar aqui na nossa cidade, reconhecer algum trabalho que já foi feito pelo Célio, parabenizo ele. Estamos à disposição para ouvir e para tentar melhorar o dia a dia da população serratalhadense que merece, com certeza.

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