
De O Tempo
O goleiro Bruno Fernandes pode voltar para a prisão a qualquer momento. O motivo é o acúmulo de dívidas referentes ao não pagamento de pensão alimentícia ao filho com Eliza Samudio, Bruno Samudio, que completou 16 anos nesta terça-feira (10/2).
A informação foi confirmada com exclusividade à reportagem pela advogada Maria Lúcia Borges, que defende Bruninho no processo. “Sim, foi pedida a intimação dele para pagar a pensão, sob pena de prisão”, explicou.
Segundo apurou a reportagem, Bruno Fernandes não paga a pensão ao filho desde o fim de 2022, quando utilizou uma vaquinha virtual e a venda de um veículo para se livrar de outra ordem de prisão à época. Sem correções monetárias e juros, o valor devido atualmente gira em torno de R$ 115 mil.
No início do mês, familiares de Bruninho chegaram a propor um encontro com o goleiro, que alegou ter sido coagido pela madrinha do adolescente e, por isso, não compareceu. Após o episódio, Bruninho disse que trocaria todo o valor a receber do pai, incluindo processos, pela informação sobre onde está o corpo da mãe. O garoto também afirmou que buscaria todos os seus direitos.
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Festa em família e apresentação à Justiça
Nessa terça-feira, enquanto o filho soprava as velas dos 16 anos e celebrava o primeiro contrato profissional firmado como goleiro nas categorias de base do Botafogo, o pai vivia um dia de pressão jurídica ao se apresentar à Justiça fluminense. A movimentação ocorreu após ameaças de revogação da liberdade condicional, caso ele não atualizasse seus dados de residência e ocupação junto ao Poder Judiciário.
Familiares de Bruninho afirmaram à reportagem que oficiais de Justiça do Rio de Janeiro têm enfrentado dificuldades para localizar o goleiro e realizar a intimação oficial. A defesa de Bruno rebate as alegações de “sumiço”.
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Como funciona o pedido de prisão por pensão
Pela legislação brasileira, a execução de alimentos segue ritos específicos. Para dívidas recentes, aplica-se o rito da prisão civil. Após ser intimado pessoalmente, o devedor tem três dias para quitar o débito ou justificar a impossibilidade de pagamento. Caso não o faça, a prisão pode ser decretada por até 90 dias. Para valores acumulados há mais tempo, o processo foca na penhora de bens e no bloqueio de contas bancárias. O andamento do caso depende agora da localização oficial de Bruno pelos oficiais de Justiça.
Procurada, a defesa do goleiro informou que não teve acesso ao processo que trata da pensão.