
Durante o último fim de semana, a Feira Livre de Serra Talhada voltou a ser alvo da ação de criminosos. Invasores entraram no espaço e furtaram mercadorias de comerciantes, aumentando a preocupação de quem depende do local para garantir o sustento da família.
Na manhã desta segunda-feira (3), a reportagem do Farol de Notícias esteve na feira e conversou com feirantes que trabalham diariamente no local. A categoria cobra da gestão municipal melhores condições de trabalho e, principalmente, medidas efetivas para reforçar a segurança, diante da sequência de furtos e invasões registrada nos últimos meses.
Indignados, os feirantes afirmam que os crimes se tornaram frequentes e denunciam a falta de vigilância na feira. Eles cobram providências urgentes da prefeitura e dos órgãos de segurança, alegando que o sentimento é de abandono. De acordo com os comerciantes, diversos trabalhadores já foram vítimas de furtos semelhantes, sem que uma solução definitiva tenha sido apresentada.
Uma das vítimas foi a comerciante Solange Gomes da Silva, que retornava às atividades após passar por uma cirurgia. Ao chegar à banca, encontrou o espaço praticamente vazio. O prejuízo, segundo ela, ultrapassa R$ 10 mil em mercadorias.
“Foi um prejuízo de mais de R$ 10 mil. Levaram praticamente tudo o que eu tinha, até os manequins da banca. Eu estou operada, voltando agora ao trabalho, e quando cheguei encontrei desse jeito. Eu vivo dessa banquinha. É daqui que tiro o dinheiro para comprar meus remédios, fazer a feira de casa e sobreviver. Não posso ficar sem trabalhar. Só peço que as pessoas me ajudem a recomeçar e que tenham mais segurança aqui, porque levaram tanta mercadoria e ninguém viu nada”, lamentou a trabalhadora.
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A representante dos feirantes Ana Maria de Lima reforçou a necessidade de seguranças e policiamento no local e relatou que os furtos são diários, diante disso, os trabalhadores acabam se endivididando com empréstimos para que possam recomeçar, após os prejuízos causados:
“A situação da feira é muito preocupante. Hoje, praticamente quase todos os dias um feirante é roubado. Não foi só Solange. Já são cerca de 20 comerciantes que tiveram mercadorias levadas, alguns mais de uma vez. Enquanto isso, ninguém mostra as imagens das câmeras, não vemos policiamento constante e os trabalhadores ficam no prejuízo. Muitos precisam fazer empréstimos para repor os produtos e continuar trabalhando. A gente quer uma solução, mais segurança e uma resposta da gestão, porque quem vive da feira não pode continuar convivendo com esse medo”, descreveu.
A feirante Dona Maria José relatou que por diversas vezes ao chegar ao seu local de trabalho, não encontrou mais a mercadoria que havia deixado no local e por isso, cobra que sejam tomadas providências para trazer mais segurança aos trabalhadores.
“Eu trabalho na feira há mais de 20 anos e posso dizer que hoje a segurança praticamente não existe. A gente deixa nossas mercadorias confiando que vai encontrar tudo no lugar, mas quando volta encontra portas arrombadas e produtos levados. Precisamos de vigilância de verdade, com guardas circulando pela feira e fiscalização constante. Do jeito que está, qualquer pessoa entra, faz o que quer e vai embora. Nós só queremos trabalhar com tranquilidade e ter a garantia de que nosso sustento estará protegido”, pontuou.
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