Fisioterapeuta denuncia risco com animais soltos em Serra Talhada

Na manhã desta quarta-feira (25), a fisioterapeuta Madalena Aureliano, utilizou suas redes sociais para fazer um alerta a população após passar um susto enquanto realizava sua caminhada matinal na praça da AABB, em Serra Talhada, por volta das 5h da manhã de hoje.

De acordo com o relato, durante o percurso, um cachorro de grande porte e em alta velocidade acabou colidindo com ela e quase a levou ao chão. Embora não tenha sofrido ferimentos, Madalena afirma que o impacto lhe causou dor e preocupação, destacando que a situação poderia ter terminado de forma pior, se envolvesse uma pessoa idosa ou criança.

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A fisioterapeuta também chama a atenção para a quantidade de animais em situação de rua na cidade, onde os episódios tem sido recorrentes e diante deste cenário preocupante, faz um apelo direto ao poder público, cobrando ações da prefeitura e de órgãos responsáveis, como a Vigilância Sanitária e o setor de zoonoses, para o controle de animais nas vias públicas.

Segundo ela, a situação tem gerado insegurança e até desestimulado a prática de atividades ao ar livre. A preocupação é que novos casos possam resultar em acidentes mais graves, ataques ou até transmissão de doenças.

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Leia o relato na íntegra:

“Eu vim aqui fazer um vídeo porque aconteceu uma coisa comigo hoje que poderia ter gerado um grave acidente e pode estar acontecendo com outras pessoas. Aliás, nós já sabemos de alguns episódios aqui em Serra Talhada com outras pessoas.

Eu tenho o bom hábito de cedinho às 5 da manhã fazer uma caminhada numa praça feita para essa finalidade. Então, como todos os dias, às 5 da manhã eu chego na praça, que a gente chama de Praça da AABB, para fazer a minha caminhada. Eu não estava na segunda volta, um grande cachorro correndo em alta velocidade bateu em mim com muita força e eu não caí, porque a Abelardo, meu marido, ia um pouco à minha direita e eu me segurei nele.

Além do grande susto, eu poderia ter sofrido um grande trauma, esse cachorro poderia ter me mordido e eu acabei me machucando nessa grande pancada que eu sofri por causa do peso do cachorro, da velocidade. E, gente, são muitos animais soltos na rua. É como se fosse uma grande epidemia, na verdade. São animais doentes, são animais que podem nos morder, são animais que podem nos machucar e que o poder público precisa fazer alguma coisa. O município, a prefeitura, a Vigilância Sanitária, o Centro de Zoonoses precisam fazer alguma coisa. Nós teremos outras histórias como a minha, que felizmente, apesar de eu ter me machucado, é um machucado leve, podem gerar coisas mais graves.

Um idoso ali certamente teria caído e sofrido uma fratura. Uma outra pessoa, uma criança, poderia ter se machucado mais seriamente. Todas as manhãs, da minha casa para a praça, que são pouco mais de 500 metros, eu passo por diversos animais soltos na rua. Hoje, eu sofri esse grande trauma. Ontem, um cachorro latiu muito para mim, eu precisei baixar, pegar uma pedra, ficar atenta se ele ia avançar sobre mim para que eu pudesse me defender. Amanhã, eu não sei o que vai acontecer.

Ou seja, isso desestimula a prática da atividade ao ar livre, que a gente prega tanto e que a gente sabe tanto que é importante para mim e para todas as pessoas. Então, eu vim aqui fazer um apelo ao poder público, à prefeitura de Serra Talhada, ao centro de zoonoses, que faça alguma coisa para que a gente não venha aqui amanhã contar de mordidas, graves acidentes, grandes traumas ou até doenças relacionadas a tantos cachorros e gatos soltos pela rua.

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