Flagrante reacende debate sobre políticas públicas para pessoas em situação de rua em ST

Na manhã desta quinta-feira (23), um homem em situação de rua foi flagarado defecando em um trecho da Praça Sérgio Magalhães, no centro de Serra Talhada, à luz do dia, em uma área de grande circulação de pessoas, que reúne residências e também comércios.

A imagem registrada por populares rapidamente circulou nas redes sociais e reacende o debate sobre as políticas públicas voltadas a população em situação de rua na cidade, que em sua maioria, acomoda-se diariamente na localidade.

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Durante entrevista ao Programa do Farol, na Tv Farol de Notícias no YouTube, no último sábado (18), o secretario de Assistência Social Allan Pereira, falou sobre uma iniciativa da gestão municipal, que é voltada a população em situação de rua no município.

O secretário destacou que a prefeitura tem buscado ir além do acolhimento tradicional às pessoas em situação de rua, investindo em ações voltadas à reinserção social e ao mercado de trabalho.

Segundo ele, o projeto Acolhida Sustentável, desenvolvido durante as festividades da cidade em parceria com a Recicla Serra e a Secretaria de Meio Ambiente, ofereceu oportunidade de trabalho, capacitação, alimentação, equipamentos de proteção e espaço de descanso para um grupo de dez pessoas em situação de rua.

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De acordo com Allan, os resultados foram positivos: seis participantes conseguiram recursos para retornar às suas cidades de origem, dois passaram a integrar a cooperativa de reciclagem e um utilizou o dinheiro para alugar uma casa e retomar a convivência com a família. Apenas duas pessoas permaneceram nas ruas, devido à dependência química.

O secretário afirmou que a intenção é transformar a iniciativa em uma política pública permanente, fortalecendo a reinserção familiar e social dessas pessoas, sem deixar de responsabilizar quem praticar crimes ou depredação do patrimônio público.

“A gente precisava fechar o ciclo do cuidado. Não bastava acolher essas pessoas ou oferecer um lugar para dormir; era preciso criar uma oportunidade de trabalho e renda para que elas voltassem a acreditar que existe uma vida fora das ruas. O resultado mostrou isso: pessoas retornaram para suas cidades, outras conseguiram um trabalho fixo e uma delas usou o primeiro dinheiro para alugar uma casa e recomeçar a vida. É esse tipo de reinserção que queremos transformar em política pública permanente”, afirmou.

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