Flávio Bolsonaro diz que vai para os EUA defender o PIX
Foto: Divulgação

Do g1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (3) que vai aos Estados Unidos para defender o PIX, em meio às discussões sobre a ferramenta de pagamentos.

Segundo ele, a viagem ocorre porque o parlamentar considera que o governo brasileiro não está defendendo os interesses do país.

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“A nossa verdade é a seguinte: nós defendemos o PIX porque o PIX é do Brasil, foi criado pelo presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso PIX, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras. É o único que quer a tarifação dos nossos produtos brasileiros que são enviados para os Estados Unidos. Então eu vou lá defender o nosso Brasil.”

Na quinta-feira (2), ao enviar uma manifestação ao Escritório dos Representantes de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio afirmou que o pix não substitui cartões de crédito, e sugeriu que o meio de pagamento não seja conectado a sistemas não ocidentais.

“Caminhos para a Solução. O sinal decisivo — um compromisso legislativo de que o PIX não será interconectado a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais […]. Instrumentos de pagamento privados — cartões de crédito e débito, e outros tipos de empresas — oferecem funções que o PIX não substitui, incluindo crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas e mecanismos de estorno”, diz Flávio.

O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

O senador, que é pré-candidato à Presidência da República pelo PL, participou do 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, nesta sexta-feira (3), no Centro do Rio de Janeiro.

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Ele fez promessas sobre a atuação do governo federal contra o crime organizado, afirmou que vai devolver o poder de compra aos brasileiros e que está “forte e de cabeça erguida”.

Flávio pede adiamento de tarifaço dos EUA ao Brasil; Lula reage

Na quinta-feira, Flávio pediu que aos Estados Unidos o adiamento de tarifas contra o Brasil por 180 dias, e sugeriu que as taxas de 25 % sejam tomadas só após as eleições. Para ele, as sanções prejudicam investimentos dos EUA no país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu, afirmou que o Brasil “não está à venda” e criticou o pedido feito pelo senador.

Para Lula, a possibilidade de aplicação de novas taxas tem origem em articulações da família Bolsonaro e que a carta enviada por Flávio, com o pedido de adiamento, “é mais uma atitude de traidores da pátria”.

“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, completou o petista.

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