
Do JC PE
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, teria participado de uma festa durante passeio de lancha com três garotas de programa e dois empresários que atuavam nas negociações para a venda da vacina Covaxin ao governo federal. Segundo reportagem da revista piauí, publicada nesta quarta-feira (21), o encontro ocorreu em julho de 2020, em Brasília, e terminou com a entrega de um relógio Rolex ao senador.
O passeio no Lago Paranoá foi custeado, segundo a publicação, por Danilo Trento, então diretor institucional da Precisa Medicamentos, e Francisco Maximiano, proprietário da empresa. A Precisa intermediava as negociações para a compra da Covaxin, imunizante contra a covid-19 desenvolvido pelo laboratório indiano Bharat Biotech. Os empresários atuavam na defesa dos interesses comerciais relacionados à venda da vacina ao governo.
O senador estava acompanhado de Alexandre Santini, amigo e sócio à época. De acordo com a revista, Flávio também esteve na cabine da embarcação com garotas de programa. Para reconstruir o episódio, a piauí consultou testemunhas, registros de voos e documentos de investigações parlamentares.
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A Precisa esteve no centro das negociações da Covaxin, investigadas pela CPI da Pandemia em 2021. O contrato previa R$ 80 por dose e foi cancelado antes de qualquer pagamento. Ao fim dos trabalhos, a comissão recomendou o indiciamento de 78 pessoas, incluindo Flávio Bolsonaro, Trento e Maximiano. Durante a CPI, o senador defendeu publicamente a empresa.
A reportagem também menciona uma reunião entre Flávio, Maximiano e o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, para tratar de financiamento a outra empresa. Segundo o banco, nenhum contrato foi firmado.
Procurado pela piauí, Flávio não havia se manifestado sobre o passeio até a publicação. Trento interrompeu o contato com a revista, e os advogados de Maximiano não responderam.
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