O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que o governo do Amazonas sabia que havia um plano de fuga de detentos do sistema carcerário armado para o fim do ano passado, mas que “tomou todas as providências para evitar fugas” e que “não está caracterizada nenhuma omissão até o momento”. A declaração foi dada após encontro, na manhã desta quarta-feira (4), em Brasília, com a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

“Não foi isso que eu disse [que o governo tinha essa informação, mas não fez nada] (..) O governo estadual disse que tomou todas as providências para evitar fugas. Não está caracterizada nenhuma omissão até o momento. Isso vai ser investigado, as razões serão investigadas pela polícia”, afirmou Moraes.

O ministro declarou que a informação sobre uma possível fuga entre o Natal e o Ano-Novo foi obtida pelo serviço de inteligência do governo do Amazonas e que não foi repassada ao governo federal. Moraes, porém, disse que não é obrigação dos governos estaduais comunicar esse tipo de fato e que só soube dele no começo da semana, quando foi a Manaus acompanhar a situação.

No dia 1º de janeiro, houve uma fuga de 72 presos do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade). Horas mais tarde, no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), foi registrada uma rebelião que terminou com 56 mortos e a fuga de outros 112 detentos. Outros quatro foram mortos na UPP (Unidade Prisional do Puraquequara).

Moraes disse que uma série de fatores está relacionada com “uma rebelião desse porte, com a barbárie que aconteceu”.

“Nunca ocorre por um único motivo. Uma série de fatores que acabaram resultando nessa tragédia de começo do ano”. Um dos fatores, segundo ele, é a existência de facções criminosas atuando dentro dos presídios.

Leia mais no Portal Uol