HalloQueer celebra terror, surrealismo e diversidade em Serra Talhada

Serra Talhada recebe, neste sábado (31), a terceira edição do HalloQueer, evento que reúne cinema de terror, surrealismo, música e celebração da diversidade. A programação começa às 19h30, na Fundação Cultural, com entrada aberta ao público e classificação indicativa a partir dos 16 anos.

Com o tema “Surrealismo”, a iniciativa marca o encerramento do curso Narrativas Queer na Formação Audiovisual no Gênero Terror, promovido pelo Cine Clube Da Tela Pra Cá, em parceria com o Artemísia Lab-Ateliê e o Ponto de Cultura Espaço Frida’s Brechó.

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Durante a formação, os participantes tiveram aulas teóricas e práticas sobre cinema de terror queer, com atividades voltadas para roteiro, iluminação, som e direção de arte. As aulas foram conduzidas pelos graduandos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Yadzia Maya, Pietro Lírio, Cae Cutrim e Maju Dandara.

Como resultado do curso, os alunos roteirizaram, produziram e atuaram em dois curtas-metragens de terror, intitulados Mimesis e Tria-z. As produções serão exibidas pela primeira vez durante o evento.

A programação também contará com a discotecagem da DJ pernambucana Cigana Cósmica, que trabalha com a cultura do vinil e a música brasileira. Outro destaque da noite será a escolha da Drama Queer 2026, título destinado à pessoa que apresentar a melhor performance de lipsync, combinando interpretação e figurino. A organização também convida o público a entrar no clima da festa com fantasias inspiradas no terror queer e no surrealismo.

O projeto é realizado pelos artistas e produtores culturais Valéria Tamires, do Da Tela Pra Cá, responsável pela produção e coordenação; Éwerton Ferraz, do Artemísia, que assina a direção de arte; e Vanessa Pereira, do Frida’s, responsável pela coordenação criativa.

“O projeto pensa a arte como forma de expressão desde a narrativa que aborda a forma como se apresenta”, destaca Vanessa.

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A identidade visual desta edição é assinada por Éwerton Ferraz, que apresenta a obra Divina Entropia. A criação reúne símbolos e elementos distópicos para provocar reflexões sobre passado, presente e futuro, além de temas como justiça, liberdade, paz, guerra e experiências humanas.

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ACESSIBILIDADE

A organização também destaca a acessibilidade como parte do planejamento do evento. A Fundação Cultural de Serra Talhada, localizada na Praça Sérgio Magalhães, no Centro, no antigo CIST, conta com estrutura preparada para receber diferentes públicos.

Os dois curtas-metragens terão recursos de acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição. Durante a programação, uma intérprete estará presente para mediar a comunicação com a comunidade surda. O trabalho de acessibilidade comunicacional é assinado por Fernanda Roberta, conhecida no Instagram como @fehmeninadalibras, que explora diferentes possibilidades artísticas por meio da língua de sinais.

Esta é a segunda formação pública em cinema idealizada e oferecida pelo Cine Clube Da Tela Pra Cá. A iniciativa é resultado de políticas públicas de incentivo à cultura e, nesta edição, conta com recursos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Serra Talhada, da Prefeitura de Serra Talhada, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e do Ministério da Cultura, do Governo Federal. O projeto também tem o apoio do Farol de Notícias.

Para acompanhar as próximas atividades e iniciativas culturais dos organizadores, o público pode acessar os perfis no Instagram: @datela_praca, @artemisia.laboratorio e @_fridas_brecho.

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