
Com informações do Diário de Pernambuco
Após mais de um ano preso preventivamente, Milton Nazário Coutinho foi absolvido pelo Tribunal do Júri da Comarca de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, da acusação de matar a companheira, Ivonete Maria da Silva, por meio de uma armadilha elétrica improvisada. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (12), no Fórum Dr. José Gonçalves Guerra.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o caso ocorreu no dia 5 de fevereiro de 2024, no Sítio Três Paus, na zona rural do município. As investigações apontavam que Milton teria montado uma estrutura com trilhos metálicos ligados a uma extensão elétrica adaptada, enrolando o material em uma peça de roupa. Segundo os autos do processo, Ivonete teria tocado no objeto e recebido uma descarga elétrica fatal, morrendo ainda no local.
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Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o acusado agiu com intenção de matar e utilizou um meio cruel, além de ter dificultado qualquer possibilidade de defesa da vítima. A perícia realizada no local identificou alterações nos fios de cobre da extensão elétrica, o que, segundo a acusação, indicaria uma tentativa de aumentar a condução de energia da armadilha.
A defesa, por sua vez, negou a autoria do crime e também pediu a retirada das qualificadoras apresentadas pela acusação. Após a votação, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria, absolver Milton Nazário da acusação de homicídio.
Com a decisão, a Vara Criminal da Comarca de Carpina expediu um alvará de soltura em favor do acusado, que estava preso desde a época do caso, após ter sido autuado em flagrante e passar por audiência de custódia. O júri foi presidido pelo juiz Rafael Costa Vasconcelos Santos, enquanto a acusação ficou sob responsabilidade do promotor Vinícius Araújo.