Do Metrópoles

Foto: Reprodução/Redes sociais

“Filha, banho é dignidade.” Esta foi a frase que a engenheira Mariana Cerne, de Belo Horizonte (MG), conta ter escutado de seu pai. Na tentativa de ajudar os moradores de rua da cidade, César Cerne construiu um banheiro móvel.

“Ele me ensina todos os dias que o que importa é a intenção do coração”, diz Mariana. “Uma ‘engenhoca’ tão simples que vem trazendo tantos sorrisos nas noites frias de BH”, afirma a jovem.

Em 18 de maio, a capital mineira bateu recorde de frio, registrando a temperatura mais baixa para o mês desde o início da série histórica, em 1961. Os termômetros marcaram 6,7ºC entre 6h e 7h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A sensação térmica era ainda pior, de -13,6ºC.

A estrutura criada por Cerne foi transportada na caminhonete da família e exigiu muito trabalho para oferecer água quente. Foram meses, segundo Mariana, para conseguir deixar o banheiro móvel pronto para uso.

Na última semana, os moradores puderam começar a tomar banho no local. Além de sabonete, água quente e roupas limpas, César ainda oferece chocolate aos sem-teto. “Coisas que simplesmente temos, sem perceber o valor”, diz Mariana.

A engenheira ainda mostra que o pai se emociona com a recepção quando chega aos locais. “Ver a alegria deles ao tomar banho no banheiro que nós criamos é maravilhosa”, conta César. Segundo ele, não dá para “mensurar o preço disso”.

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