
Do Diário de Pernambuco
O homem acusado de matar Nicolly Vitória Silva Almeida, de 2 anos, foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, durante julgamento realizado nesta quinta-feira (15), no Fórum de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
A babá da criança, Adriele Cristina França do Nascimento, também foi condenada, mas pelo crime de denunciação caluniosa. Ela recebeu pena de dois anos, que poderá ser substituída por prestação de serviços comunitários, além do pagamento de um salário mínimo.
Identificado como Leocimar Jandir da Silva Cunha, o homem já estava preso e não teve o direito de recorrer em liberdade concedido pela Justiça. Adriele, que respondia ao processo em liberdade, poderá continuar nessa condição. A defesa pretende recorrer da condenação.
Além dos dois anos de prisão, Adriele foi condenada a dez dias-multa e, conforme a decisão informada após a sessão, a pena privativa de liberdade foi substituída por serviços comunitários durante dois anos e pelo pagamento, em parcela única, de um salário mínimo.
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O crime
O caso ocorreu em 22 de outubro de 2021, no bairro de Maranguape I, em Paulista. Inicialmente, a morte da menina foi atribuída a um suposto engasgo com cuscuz e mingau, conforme relato recebido pela mãe, Nathália Silva Ferreira, de 24 anos, enquanto trabalhava.
Na época, a investigação teve uma reviravolta após a Polícia Civil de Pernambuco apontar Leocimar, então com 21 anos, como suspeito do homicídio. Ele foi preso preventivamente e encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.
A mãe de Leocimar havia sido apontada inicialmente como suspeita e chegou a ser presa em flagrante. Com o avanço das investigações, a polícia passou a atribuir ao companheiro da babá a responsabilidade pelas agressões que provocaram a morte da criança.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil na época, Adriele prestou um segundo depoimento e admitiu ter mentido na primeira versão apresentada aos investigadores para proteger a si mesma e ao marido. No relato inicial, a responsabilidade pelo ocorrido havia sido atribuída à sogra.
De acordo com as investigações, Nicolly estava sob os cuidados da babá quando ficou na companhia de Leocimar e de outra criança, também de 2 anos, parente da família. A polícia apontou que o homem teria se irritado após a menina acordar chorando e, em seguida, praticado as agressões.
A criança foi levada para atendimento médico, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista.
Conforme o laudo apresentado, a menina sofreu traumatismo abdominal fechado, com rompimento do fígado e do baço, hemorragia interna grave, além de lesões e sangramentos na cabeça.