Fotos: Farol de Notícias
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O estudante serra-talhadense José Lucas Campos, de 16 anos, foi um dos entrevistados de Paulo César Gomes no Programa Tribuna Livre, da TV Farol de Notícias, no YouTube, na última sexta-feira (23). Durante o programa, ele contou como surgiu sua paixão pelo violino e como a influência da família e a curiosidade o levaram a aprender a tocar o instrumento.

Integrante de uma família de músicos, Lucas cresceu em um ambiente marcado pela musicalidade, mas o violino não era sua primeira escolha. Inicialmente, ele queria aprender a tocar flauta transversal, depois de ter tido contato com a flauta doce e o pífano. Como não havia uma flauta transversal disponível na igreja que frequentava, decidiu experimentar o violino, dando início a uma trajetória de aprendizado que começou de forma autodidata.

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“Meus pais são músicos desde jovens, meu irmão também é músico e se tornou um bom músico. Foi esse ambiente que me trouxe a vontade de entrar na música e fazer parte dela. Mas o violino não era o meu interesse inicial. Eu queria tocar flauta transversal, porque já tinha começado com a flauta doce e depois evoluído para o pífano. Como na igreja não tinha flauta transversal para me disponibilizar, só tinha violino. Aí eu pensei: vamos para o violino, é o que tem. Peguei o instrumento ansioso para aprender e, no primeiro dia, já estava tocando uma música. Aprendi inicialmente sozinho, com a ajuda do Google e do YouTube”, contou.

A facilidade para aprender também foi influenciada pelo conhecimento que Lucas já tinha de teoria musical e leitura de partituras. Para ele, além do estudo e da dedicação, a maneira como cada pessoa encara um instrumento pode fazer diferença no processo de aprendizagem. Em vez de se intimidar com a complexidade do violino, o jovem preferiu acreditar que seria capaz de dominá-lo.

“Geralmente, quando alguém pega um violino, já pensa: ‘Meu Deus, é um violino, tem que tomar cuidado para não quebrar’. Mas, quando peguei o meu, achei que era um instrumento normal e que seria possível aprender como qualquer outro. Acredito que isso depende muito da forma como você enxerga o instrumento. Se você tiver a visão de que ele é difícil, vai se tornar difícil mesmo. Eu tive a visão de que era um instrumento fácil, e isso facilitou meu aprendizado”, explicou.

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