Foto: Divulgação
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Uma moradora do bairro Bom Jesus, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para denunciar o que classificou como falhas no atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município. A leitora, que preferiu não se identificar, afirma que, em um curto período, três idosos da vizinhança precisaram de atendimento, mas as ambulâncias não foram enviadas.

Segundo ela, os casos envolveram pessoas com idade entre 84 e 87 anos e, em todas as situações, a justificativa recebida foi de que os quadros clínicos não se enquadravam nos critérios para o deslocamento da equipe.

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“Estou questionando pois 3 vezes que precisamos deles pra socorrer pessoas, eles disseram que não podia pois eram problemas de pressão e febre alta, isso em idosos com idade de 86 a 84 anos. Isso pra eles não é necessário para chamar eles pra levar pra o Hospam, a gente que leve num posto de saúde.”

A moradora relatou que um dos episódios ocorreu durante a madrugada e envolveu um idoso de 86 anos, diabético, que apresentava febre alta e infecção urinária. Ela questiona como a família poderia buscar atendimento naquele horário.

“Eu pergunto, esse caso do senhor de 86 anos com febre alta, diabético, com infecção urinária, isso às 2h30 da manhã, tem como levar pra o posto de saúde ou esperar o dia amanhecer?”

Ainda de acordo com a mulher, um novo caso teria acontecido na manhã dA terça-feira (28), quando um comerciante de 87 anos passou mal em decorrência de pressão arterial muito baixa. Ela afirma que o Samu foi acionado, mas a equipe não compareceu ao local.

“E hoje fiquei indignada com uma situação logo pela manhã, quando vinha pra o trabalho, um cidadão de bem, comerciante com seus 87 anos, passou mal com problema de pressão baixíssima, e ligaram pra SAMU, mas não foram prestar atenção ao cidadão.”

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A leitora também afirmou acreditar que moradores de alguns bairros não recebem o mesmo tratamento que pessoas de regiões mais centrais da cidade.

“Se fosse um comerciante do Centro e de família tradicional, tenho certeza que o SAMU, Bombeiros e Secretaria de Saúde estariam lá. Mas como é bairro de baixa renda, famílias não conhecidas popularmente, são esquecidos.”

O OUTRO LADO

A reportagem do Farol de Notícias entrou em contato com Janaína Diniz, diretora do Samu, mas até o momento não obteve uma resposta sobre o caso.

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