Nesta quinta-feira (27), Giovanni Sá recebeu, no Programa Falando Francamente, da TV Farol de Notícias no YouTube, a candidata a deputada federal Liana Cirne, do PT. Durante a entrevista, a candidata falou sobre o cenário político nacional, o avanço da extrema-direita na América Latina, a disputa presidencial e a importância de eleger uma bancada de esquerda para o Congresso Nacional.
Ao comentar a influência internacional sobre a política brasileira e a disputa eleitoral de 2026, Liana classificou o momento como um dos mais importantes das últimas décadas. Para ela, o Brasil ocupa uma posição estratégica por ainda representar uma resistência aos projetos da extrema-direita.
Segundo a candidata, a eleição presidencial não deve ser analisada apenas como uma disputa entre nomes, mas como uma escolha sobre os rumos que o país pretende seguir nos próximos anos.
“É muito assustador que nós tenhamos um bloco de extrema-direita competindo contra Lula. Nós temos um bloco no Brasil de extrema-direita que quer, sem nenhuma vergonha, sem esconder, implantar o fascismo no Brasil. E quando eles falam em derramamento de sangue, não estão falando do sangue dos grandes chefes de organizações criminosas que vivem nas coberturas da Avenida Paulista ou nos prédios de luxo. Esse sangue que eles querem derramar é o sangue da periferia, das pessoas pretas e da classe trabalhadora, pela qual eles não têm nenhum respeito. A periferia quer segurança pública, mas quer uma polícia que respeite os direitos humanos. Não quer milícia, não quer facção criminosa e não quer toque de recolher. Quer uma polícia eficaz, valorizada e presente, atuando na periferia com o mesmo respeito com que atua nos bairros ricos”, afirmou.
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Segurança pública
A segurança pública foi um dos principais pontos abordados durante a entrevista. Liana criticou o discurso da extrema-direita sobre armamento da população e defendeu que o debate seja tratado com responsabilidade, especialmente nas comunidades periféricas.
Na avaliação da candidata, a população não deseja viver em um cenário de confronto permanente, mas ter acesso a uma política de segurança que garanta proteção sem abrir mão dos direitos fundamentais.
Ela também questionou o modelo defendido por setores da direita que, segundo sua avaliação, prioriza o armamento da sociedade em vez de políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência.
Disputa presidencial
Questionada por Giovanni Sá sobre as pesquisas eleitorais e a possibilidade de uma disputa em segundo turno, Liana afirmou que os números ainda não definem o resultado e voltou a destacar o peso político da eleição. Para ela, o resultado das urnas terá impacto não apenas sobre a política interna, mas também sobre a soberania brasileira e a relação do país com outras nações.
“Essa eleição é, como você disse, a mais importante das últimas décadas, porque ou a gente continua sendo um país democrático ou a gente afunda no fascismo e na submissão aos Estados Unidos. O que a extrema-direita quer é um Brasil que bata continência para a bandeira dos Estados Unidos e que entregue os nossos minerais críticos, o nosso ouro e as nossas riquezas para os Estados Unidos. E isso a gente não pode admitir. Nós temos realmente todo um esforço da extrema-direita mundial para vencer o Lula aqui no Brasil e, portanto, eu peço a todo mundo que está nos ouvindo aqui no Farol de Notícias que entenda a importância histórica dessa eleição”, declarou.
Liana também reforçou a necessidade de ampliar a presença da esquerda no Congresso Nacional. Na sua avaliação, a eleição de uma bancada alinhada à defesa da democracia e dos direitos sociais será determinante para a disputa política dos próximos anos.

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