Lula defende proibição de IA nas eleições e diz que 'não aceita' uso na sua campanha política
Foto: Reprodução

Do g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano, e disse que não aceitará o uso desse tipo de ferramenta em sua campanha política.

A declaração foi feita durante a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA).

Continua depois da publicidade

Receba as manchetes do Farol primeiro no canal do WhatsApp (faça parte)

Lula comentava a regra já aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restringe o uso de ferramentas de IA nas 72 horas antes da votação.

“Veja, se a gente quiser, a gente pode fazer o ‘Lula’ artificial, fazer comício em 27 estados… eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política”, afirmou o presidente .

A Corte Eleitoral proibiu a publicação e republicação — de forma gratuita ou por impulsionamento pago — de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA no período de 72 horas (3 dias) que antecedem o pleito, e 24 horas após as eleições (entenda mais abaixo).

O petista afirmou que ficou sabendo da determinação durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, na última terça-feira (12).

Na fala, Lula defendeu que o uso de IA pode ser tratado como “uma mentira”.

Continua depois da publicidade

“Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?”, questionou.
Parte do público reunido respondeu que “não”. Ele prosseguiu: “Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa, verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”.

Lula defendeu, ainda, que uso de inteligência artificial durante as eleições pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais.

Então, ele citou o uso de inteligência artificial para retratar imagens de pessoas que não estão, de fato, no local. Foi o momento em que o petista falou sobre imagem para fazer comício em lugares ao mesmo tempo.

“Eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política”, declarou.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 — Foto: Wallison Breno/PR

Os fatos de Serra Talhada e região no Instagram do Farol de Notícias (siga-nos)

Proibição de IA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em março deste ano, uma resolução que estabelece as regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026.

Continua depois da publicidade

Entre as medidas, o texto proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos com inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o dia da votação.

Em caso de descumprimento, a norma prevê a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, seja por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.

A resolução, aprovada por unanimidade pelos ministros do TSE, também determina que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais.