Lulinha movimentou R$ 19,5 mi em 4 anos
Foto: Reprodução/Redes sociais

A quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, revelou movimentações financeiras que somam R$ 19,5 milhões entre 2022 e janeiro de 2026. A medida foi autorizada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS), que investiga suspeitas de fraudes envolvendo benefícios previdenciários.

De acordo com os dados obtidos pela comissão, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou 1.531 transações bancárias no período analisado. No total, foram registrados R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos em uma conta mantida no Banco do Brasil.

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O levantamento indica que, apenas em 2024, as movimentações atingiram o maior volume do período, chegando a R$ 7,27 milhões. Já em 2022, o montante movimentado foi de cerca de R$ 4,6 milhões.

Entre as operações identificadas pela investigação estão transferências realizadas pelo próprio presidente da República ao filho. Segundo os registros, três repasses feitos por Luiz Inácio Lula da Silva totalizaram R$ 721,3 mil. A maior transferência ocorreu em 22 de julho de 2022, no valor de R$ 384 mil, enquanto outras duas foram realizadas em 27 de dezembro de 2023.

As informações também indicam que parte das movimentações financeiras está associada a rendimentos de investimentos e a operações entre empresas ligadas ao empresário, como a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações. Na primeira, foram registrados cerca de R$ 772 mil em movimentações, enquanto na segunda o total chega a R$ 2,3 milhões. As duas empresas têm como atividades serviços nas áreas de tecnologia, marketing, consultoria em gestão e intermediação de negócios.

Ainda segundo os registros, Lulinha também fez transferências para ex-sócios da antiga Gamecorp. Kallil Bittar recebeu R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna foi destinatário de R$ 704 mil.

A investigação conduzida pela Polícia Federal apura possíveis desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo apurações, há indícios de proximidade entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema investigado.

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O que diz a defeda de Lulinha

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade e afirma que já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a quebra de sigilo. Em nota, o advogado Guilherme Suguimori criticou a divulgação de informações consideradas sigilosas e afirmou que nem a defesa teve acesso aos documentos.

“Após votação questionável sobre quebra de sigilo sem fundamentação individualizada (…) a imprensa informou que teria acessado documentos sigilosos, no mesmo dia em que recebidos pela CPMI do INSS”, declarou.

Ainda segundo o advogado, o vazamento de dados pode configurar crime e será comunicado às autoridades competentes. Ele também afirmou que, sem acesso aos documentos, a defesa não consegue avaliar a veracidade ou o detalhamento das informações divulgadas.