Mãe denuncia negligência após parte do pé de bebê apresentar necrose em Serra Talhada

Na última sexta-feira (5), Itala Bezerra de Carvalho, moradora do sitio Travessa, na zona rural de Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para denunciar uma situação que classificou como grave, envolvendo sua filha recém-nascida, atualmente internada no Recife para tratamento de uma lesão que, segundo ela, teve origem após um procedimento realizado no Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam).

De acordo com o relato da mãe, a criança nasceu no último dia 26 de maio e precisou receber atendimento em incubadora logo após o parto. Durante o período de observação, foi instalado um acesso venoso no pé da bebê. ItalA afirma que recebeu alta juntamente com a filha no dia seguinte.

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Dias depois, ao procurar atendimento médico durante a realização do teste do pezinho, a família foi orientada a buscar assistência especializada. A recém-nascida passou por unidades de saúde em Afogados da Ingazeira até ser encaminhada ao Recife, onde permanece internada.

Segundo a mãe, médicos que acompanham o caso identificaram um quadro de necrose no local onde havia sido colocado o acesso venoso. Ela relata ainda que a infecção estaria exigindo tratamento intensivo com antibióticos administrados por cateter.

“Tive minha bebê no Hospam, em Serra Talhada, colocaram um acesso no pé dela, não cuidaram direito e me deram alta e alta a minha bebê. O ferimento do acesso virou necrose. Estou no Recife, na Restauração e falaram que foi irresponsabilidade do Hospam tá afetando os órgãos da minha filha, que só tem 10 dias de vida, passando por esse momento difícil por causa de irresponsabilidade do Hospam e da médica que deu alta”, desabafou a mãe, complementando:

“Minha filha nasceu cansadinha, aí colocaram ela na incubadora e não deixaram nem eu nem minha sogra que era minha acompanhante entrar, só um monte de médicos e enfermeira. No dia 27 e no 3 fui com ela fazer teste do pezinho, mandaram pra Emília Camara, em Afogados e de Afogados, para Recife. Estou aqui e ainda nada de minha filha melhorar”, complementou.

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OUTRO LADO

A reportagem do Farol de Notícias entrou em contato com a Dra. Ana Ividy, diretora do Hospam, para esclarecer o caso. A gestora se manifestou por meio de uma nota. Leia abaixo:

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Nota de Esclarecimento

“O Hospital informa que a recém-nascida nasceu a termo, por parto vaginal, e apresentou desconforto respiratório nas primeiras horas de vida, necessitando de suporte de oxigênio e acompanhamento em unidade neonatal.

Durante a assistência, houve necessidade de utilização de acesso venoso periférico para administração de fluidos e suporte terapêutico. Após melhora clínica, o acesso foi retirado ao serem identificados sinais sugestivos de extravasamento, sendo adotadas as condutas assistenciais indicadas e mantido o acompanhamento da paciente até o momento da alta.

Complicações locais associadas ao uso de acessos venosos, como extravasamento e flebite, são eventos reconhecidos na literatura médica e podem apresentar evolução progressiva mesmo após a retirada do dispositivo, exigindo observação contínua e reavaliação médica diante de qualquer sinal de agravamento.

A recém-nascida não retornou ao Hospital após a alta. O caso chegou ao conhecimento da instituição cerca de oito dias depois, quando a paciente foi avaliada em outro serviço de saúde já apresentando evolução da lesão.

Em situações como essa, a avaliação médica precoce diante de alterações no local do acesso é importante para permitir intervenções oportunas e reduzir o risco de progressão das lesões.

O Hospital permanece à disposição da família para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a segurança do paciente, a qualidade da assistência e a transparência na condução de seus processos assistenciais”.