
Uma mãe de dois alunos da Escola Irmã Elisabeth, em Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias, nesta sexta-feira (25), para denunciar situações que, segundo ela, estariam ocorrendo com frequência na instituição, que atende estudantes do ensino fundamental.
De acordo com a denunciante, que pediu pra ter sua identidade preservada, o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, estaria ocorrendo dentro da escola e até mesmo próximo aos professores. Ela afirma que alguns estudantes, com idades em torno de 14 anos, utilizariam os dispositivos e que já teria ocorrido oferta de vape a outros alunos.
A mãe também questiona a forma como os casos estariam sendo tratados pela direção. Segundo ela, quando um estudante é flagrado com o dispositivo, o vape seria recolhido e o aluno receberia uma suspensão, mas o equipamento seria devolvido posteriormente.
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“Meus filhos se incomodam muito com a liberdade do uso e com a liberdade de namoros inadequados. Eles são menores e estão vendo isso acontecer dentro da escola. Os alunos vivem passeando nos corredores. Está difícil a situação lá”, afirmou.
Outro problema apontado pela mãe é a permanência de alunos nos corredores durante o horário das aulas. Segundo o relato, estudantes estariam constantemente circulando pela escola em vez de permanecerem nas salas.
A denunciante também afirma que demonstrações de afeto entre estudantes nos corredores estariam se tornando frequentes e causando desconforto entre outros alunos. A mãe pediu que sua identidade fosse preservada por receio de exposição e explicou que decidiu procurar o Farol após ouvir os relatos dos próprios filhos.
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OUTRO LADO
A reportagem do Farol entrou em contato com Jéfferson Lima, diretor da instituição, que encaminhou uma nota sobre o ocorrido. O gestor informou que já identificou casos de uso de cigarros eletrônicos entre estudantes, principalmente antes da entrada na escola, nas proximidades do ginásio.
Segundo ele, quando os casos são identificados, os alunos são abordados e os responsáveis comunicados. A escola também relatou ter encontrado aparelhos dentro de mochilas, que foram entregues pelos próprios estudantes quando solicitados.
Sobre relatos de troca de carícias entre alunos, a direção afirmou que os responsáveis são chamados e os estudantes orientados sobre os limites de comportamento no ambiente escolar. A gestão também reconheceu episódios de brincadeiras que ultrapassam esses limites e disse adotar medidas pedagógicas e administrativas sempre que necessário.
A direção ressaltou ainda que não é omissa diante das ocorrências e defendeu a atuação conjunta entre instituição, famílias e sociedade na prevenção de situações que possam comprometer o ambiente escolar.
Leia a nota na íntegra:
A escola já tomou conhecimento de situações envolvendo o uso de cigarros eletrônicos por alguns estudantes. É importante esclarecer, porém, que, nos casos que chegaram ao conhecimento da gestão, o uso ocorre, principalmente, antes da entrada dos alunos na escola, nas proximidades do ginásio poliesportivo.
Sempre que os estudantes são identificados nessas situações, a gestão realiza a abordagem e comunica imediatamente os pais ou responsáveis. No espaço interno da escola, já foram identificados alguns aparelhos com estudantes específicos. Nesses casos, os dispositivos estavam guardados dentro das mochilas e foram entregues pelos próprios alunos à equipe gestora quando solicitados. Os responsáveis também foram comunicados e orientados.
Entendemos que o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes é uma questão que precisa ser enfrentada conjuntamente pela família, pela escola e pela sociedade. A escola possui normas claras de proibição e atua sempre que identifica qualquer situação dessa natureza. Também consideramos fundamental que as famílias acompanhem de perto os hábitos, comportamentos e objetos que os estudantes levam para a escola, uma vez que a prevenção e a orientação precisam começar também no ambiente familiar. Portanto, não se trata de uma situação que possa ser atribuída exclusivamente à escola ou entendida como um problema estrutural da instituição.
Em relação ao relato de estudantes trocando carícias nas dependências da escola, sempre que a equipe identifica a formação de relacionamentos entre alunos, independentemente de sua orientação ou identidade, os responsáveis são chamados e comunicados. A escola orienta os estudantes quanto aos limites de comportamento adequados ao ambiente escolar e acompanha essas situações.
Também identificamos, em alguns momentos, um excesso de brincadeiras entre os estudantes, especialmente entre os meninos, que acabam ultrapassando os limites considerados adequados para o ambiente escolar. Quando isso ocorre, os alunos são orientados e, quando necessário, os responsáveis são comunicados.
Gostaria de destacar que a escola não é omissa diante dessas situações. Sempre que qualquer ocorrência chega ao conhecimento da gestão, são adotadas as medidas pedagógicas e administrativas cabíveis, com orientação aos estudantes e comunicação às famílias quando necessário.
Nosso compromisso é preservar um ambiente escolar seguro, respeitoso e adequado ao processo de aprendizagem, trabalhando em parceria com as famílias para prevenir e enfrentar situações que possam comprometer o bem-estar dos estudantes e da comunidade escolar.
1 comentário em Mãe denuncia uso de vape e ‘namoros inadequados’ entre menores em escola de ST