
A rotina da dona de casa Rosa Maria Alves de Lima mudou completamente ao longo dos últimos anos. Moradora da Rua 2, no bairro Alto do Bom Jesus, em Serra Talhada, ela dedica praticamente todo o seu tempo aos cuidados da filha Isadora, de 23 anos, que enfrenta um delicado quadro de saúde desde o nascimento.
A reportagem do Farol de Notícias esteve na residência das duas para conhecer a história da jovem e ouvir o apelo da mãe, que busca ajuda para custear os tratamentos necessários à manutenção da qualidade de vida da filha. Segundo Rosa, Isadora nasceu com microcefalia e deficiência motora. Com o passar dos anos, seu estado de saúde foi se agravando.
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“Isadora tem 23 anos e nasceu com microcefalia e deficiência motora. Com o passar do tempo Isadora foi debilitando, parou de caminhar, parou de falar e agora está sem se alimentar, faz o uso de GTT (acesso direto ao estômago) com uma dieta enteral. Está fazendo fisioterapia respiratória, motora, e está precisando muito de um fonoaudiólogo, porque a situação dela está muito debilitada, faz uso do oxigênio”, contou.
Além das limitações impostas pela doença, a mãe relata que muitos dos atendimentos necessários não são oferecidos de forma contínua pela rede pública, obrigando a família a recorrer a profissionais particulares. “Eu já corri atrás e não tem. Não tem fonoaudiólogo, não tem fisioterapia respiratória. Tem um rapaz da Apae que vinha aqui, mas essa semana ele já não veio, não sei o que aconteceu. Ela precisa desse atendimento direto”, afirmou.
Outro problema enfrentado pela família é a demora no fornecimento de alguns insumos indispensáveis ao tratamento. Rosa explica que a filha utiliza diariamente uma dieta enteral específica, além de fraldas e medicamentos de uso contínuo. “Desde o dia 2 que até agora pela prefeitura não chegou. Eu já recorri à Justiça as fraldas que ela usa e algumas medicações que ela usa que desde então não tem. Algumas coisas tem pelo SUS, outras não, precisamos comprar.”
Custos elevados
Sem conseguir estimar exatamente quanto gasta por mês, Rosa afirma que as despesas aumentaram desde que a filha passou a depender de cuidados mais intensivos.
“A menina que faz os curativos cobra R$ 150 toda vez que ela vem. Antes ela vinha duas vezes por semana, agora está vindo uma vez, e desde então está parado, eu nem tive como pagar ela. Do mesmo jeito está fisioterapia respiratória, no dia que ela vem, se aspirar Isadora é R$ 140,00 ou R$ 150,00”.
Para reduzir os gastos, a própria mãe aprendeu a realizar alguns procedimentos. “Eu aprendi até a aspirar ela, eu mesmo estou aspirando já para não vir um custo alto demais. No dia que ela vem e não aspira é R$ 80,00, mas tem que ter uma ou duas vezes na semana”.
Dedicação em tempo integral
Sem condições de trabalhar fora, Rosa afirma que vive exclusivamente para cuidar da filha. “Lá no sítio eu ainda vendia pastel, uns lanches, mas aqui não tem como vender, são 24 horas com Isadora. Tem noite que eu praticamente não durmo porque preciso ficar observando ela. Ela não sabe falar e a qualquer momento pode precisar do oxigênio e eu tenho que estar ali. A vida não é fácil, mas a gente tem que ter fé em Deus.
Campanha solidária e como ajudar
Ao final da entrevista, Rosa fez um apelo para quem puder colaborar. “Toda ajuda é bem-vinda. Eu só quero continuar o tratamento da minha filha para não vê-la se acabar aos pouquinhos, por que a gente vê nosso filho precisando e não ter condições é ruim demais”.
Quem desejar contribuir pode entrar em contato pelo telefone (87) 99626-2325, falar diretamente com Rosa Maria ou realizar uma doação via Pix, utilizando a mesma chave do número de telefone.
Rosa também recebe doações de fraldas para bebê no tamanho XXG das marcas MamyPoko ou Huggies, indicadas devido às alergias apresentadas por Isadora, além de materiais de higiene e outros itens que auxiliem no tratamento da jovem.
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