Da ISTOÉ

Segundo a imunologista Cristina Bonorino, professora titular da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e membro dos comitês científico e clínico da Sociedade Brasileira de Imunologia, ouvida pela reportagem, “quem tomou uma dose de um fabricante e outra dose de outro, não tomou nenhuma dose completa da vacina”.

Os dois imunizantes, que são os únicos disponíveis no Brasil, possuem intervalos diferentes de aplicação, sendo o da Coronavac de até 28 dias e da Oxford/AstraZeneca, três meses, de acordo com a Fiocruz. Além disso, as duas vacinas foram desenvolvidas com tecnologias distintas.

Em nota à Folha, o Ministério da Saúde disse que foi notificado sobre 481 ocorrências de aplicação de doses distintas de diferentes vacinas. “A pasta esclarece que cabe aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento de possíveis eventos adversos a essas pessoas por, no mínimo, 30 dias”.