Da CNN Brasil

Foto: Bruno Kelly/Reuters (31.dez.2020)

A situação da Covid-19 em Manaus está de volta aos níveis do pico da pandemia no Brasil e, nesta quarta-feira (13), a capital registrou um número recorde de enterros, com 198 corpos sepultados.

O último marco no número de sepultamentos no município havia sido no auge da primeira onda da pandemia no estado do Amazonas, em 28 de abril, com 167 pessoas enterradas.

Na época, quando Manaus registrava uma média diária de 100 sepultamentos, o ex-prefeito da cidade Arthur Virgílio (PSDB) chegou a pedir ajuda internacional no combate ao coronavírus. Cenas estarrecedoras da abertura de valas comuns, o chamado “sistema de trincheiras”, foram registradas em abril.

Em entrevista à CNN nesta quarta, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), disse que, entre esses enterros, 87 foram de vítimas da Covid-19. “Fora as subnotificações”, disse o prefeito.

Em meio a colapso, Ministério da Saúde vai abrir 178 leitos de UTI em Manaus
Por conta dos indicadores cada vez piores, Almeida diz que não há condições para realizar o Enem na cidade.

“O Enem será adiado em Manaus. Não temos condições de fazer neste final de semana, estamos no pico de proliferação do vírus. Será uma temeridade abrir escolas no momento em que a gente pede para que a população fique em casa,” disse o prefeito.

O Amazonas totalizou 219.544 casos 5.879 mortes pelo coronavírus, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do estado.

Veja também:   PE confirma 1ª morte por chikungunya em 2022