Márcio Oliveira
Fotos: Licca Lima / Farol de Notícias

Sem espaço para dialogar pessoalmente com a prefeita Márcia Conrado, o ex-vice-prefeito e ex-secretário de Assistência Social e Cidadania, Márcio Oliveira, revelou que não teve nenhuma conversa pessoalmente ou diretamente com a gestora petista.

Na manhã desta quarta-feira (8), a equipe de reportagem do Farol de Notícias e da TV Farol, acompanhou o apresentador e comentarista político, Paulo César Gomes, na cobertura da coletiva de imprensa com Márcio Oliveira (PT). O evento aconteceu no auditório do Posto Sagrada Família, no bairro Nossa Senhora da Conceição.

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Na coletiva, Márcio também confirmou que não pretende sair do Partido dos Trabalhadores e que o seu sonho de se tornar prefeito de Serra Talhada permanece vivo em suas intenções políticas.

O ACORDO DE 2024

“Havia um acordo entre a prefeita e o grupo de Sebastião, que da parte de Sebastião foi cumprido. E também esse acordo, eu estava no meio dele, eu me comprometi a votar nele. Então a motivação é única e exclusiva de cumprimento de acordo. Reafirmo, se eu fosse pensar num cenário favorável para 28, eu, além de ter aderido à campanha de Breno desde o começo, e tinha ficado bem aliado com a prefeita, com a gestão”, relembrou, Márcio, continuando:

“Eu estou na gestão há 10 anos, há 10 anos. Então seria muito tranquilo para mim permanecer onde eu estava e ter esse fortalecimento ainda maior perto de Márcia devido ao meu apoio a Breno. Mas eu não fiz assim, porque eu não podia fazer assim, porque tinha um acordo feito”, explicou Márcio em discurso no início do evento.

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Questionado pelo Farol dos bastidores de seu anúncio de saída do governo e das reações da prefeita Márcia, Oliveira destacou que o motivo de sua saída já era conhecido e foi construído diante do avanço da pré-candidatura de Breno Araújo, desfazendo o acordo inicial com Sebastião Oliveira e o Avante.

“Esse anúncio da exoneração não teve uma conversa no momento de pedir a exoneração. Eu, de certa forma, já tinha uma dificuldade de ter comunicação com Marcia, como a gente tinha já. Como se tinha essa dificuldade de comunicação, mas minha posição era muito clara, nos momentos que eu tive anteriormente com ela, quando eu decidi, quando chegou o meu momento de pedir a exoneração, eu simplesmente procurei a Secretaria de Administração e protocolei meu pedido de exoneração. E desde lá não tive contato com ela mais. Não, não teve [conversa cara a cara]”, explicou Oliveira, finalizando:

“Teve a construção do motivo, mas no momento não, porque, como eu falei, teve toda essa dificuldade de comunicação entre eu e ela. Então, no momento de pedir a exoneração, eu fui simplesmente à Secretaria de Administração e pedi a exoneração, e depois tornei público meus agradecimentos a ela e à equipe do Governo Municipal. Agora, a construção do motivo, isso tudo era sabido por ela e pelo, pelo menos, pelo grupo mais interno”.

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