Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias
Fotos: Licca Lima/Farol de Notícias

Moradores e comerciantes da Avenida Triunfo, em Serra Talhada, voltaram a cobrar ações das autoridades de trânsito após o acidente que matou um motociclista nas proximidades do Supermercado São Luís.

Em entrevista ao Farol de Notícias, na manhã desta quarta-feira (10), eles relataram que acidentes são frequentes no trecho e apontaram o excesso de velocidade como o principal problema da via.

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O comerciante Luiz Carlos de Moraes defendeu a instalação de mais lombadas ao longo da avenida. Segundo ele, o acidente que matou o motociclista reforça a necessidade de intervenções urgentes:

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“O que precisa aqui que eu tenho observado é a necessidade de uma lombada. A gente tem uma lombada ali atrás e outra mais na frente, mas é muito pouco para uma área que circula muita gente. Toda hora você vê crianças, idosos e pessoas atravessando a avenida, enquanto os carros passam em alta velocidade. Eu não entendo qual é a dificuldade de fazer lombada. Se fosse uma grande obra eu até compreenderia, mas lombada é algo simples de resolver”, pontuou Luiz.

“Eu moro no Ipsep, numa avenida onde também não existe lombada. Tem creche, igreja, mercado, escola e um fluxo enorme de pessoas. De manhã é um movimento muito grande de mães com crianças atravessando a rua. Moto não para, carro não para. Parece que só vão tomar uma providência quando acontecer uma tragédia e alguém perder a vida. Aqui é uma área muito populosa, muita gente atravessando para cima e para baixo. Você vê uma lombada lá no começo e outra perto do mercado, mas não é suficiente. O ideal seria que os veículos trafegassem a 20 km/h em toda essa extensão. Infelizmente aconteceu esse acidente grave e um rapaz perdeu a vida”, descreveu.

A moradora Jailma Alves de Lima, que reside em frente ao trecho onde ocorreu o acidente, afirmou que a insegurança é constante.

“Não tem segurança nenhuma aqui. Precisa de um sinal, de um quebra-mola, alguma coisa que impeça os carros de andarem correndo como andam hoje. A gente vive preocupado porque o movimento é muito grande e os motoristas não diminuem a velocidade. Eu já presenciei acidentes aqui e não foi apenas um. Quando eu morava em outro ponto da avenida, aconteceu um acidente em que o rapaz morreu na hora. Isso já faz muitos anos, mas os acidentes continuam acontecendo. É uma situação que se repete”, relatou a moradora.

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Já o comerciante Venâncio Cariri de Lima também defendeu medidas para reduzir a velocidade dos veículos. “Amanhã faz oito dias desse acidente e a gente continua sem nenhuma resposta. Precisa de um quebra-mola, de alguma coisa que diminua essa violência no trânsito. Não dá para esperar acontecer outra tragédia para tomar providências”, descreveu.

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Há 25 anos trabalhando na localidade, José Sildo Pereira da Silva acredita que a instalação de um semáforo seria uma solução mais eficiente.

“Eu trabalho aqui há muito tempo e já vi muitos acidentes. Hoje até está mais tranquilo do que antigamente, mas ainda acontece bastante. Um semáforo ajudaria muito, principalmente se tivesse fiscalização. A lombada que existe aqui praticamente não faz diferença para quem anda em alta velocidade. Na minha opinião, a iluminação não é o problema. A maior questão é a velocidade. Se as pessoas andassem dentro da cidade a 30 ou 40 quilômetros por hora, muitos acidentes poderiam ser evitados. E mesmo quando acontecessem, não seriam acidentes tão graves como esse que tirou a vida do rapaz”, analisou o comerciante, continuando:

“A prefeitura diz que não pode fazer porque a via é do Estado, mas o Estado também não faz. Em outras cidades você encontra várias lombadas nas entradas e nos trechos urbanos. O motorista é obrigado a reduzir a velocidade. Aqui deveria acontecer a mesma coisa para proteger quem mora e circula pela avenida todos os dias”, finalizou.

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