Moradores da zona rural de ST denunciam falta de coveiro

Imagens cedidas ao Farol de Notícias por moradores

Publicado às 17h15 desta sexta-feira (14) – Atualizado às 17h48 

Os moradores da comunidade de Água Branca, zona rural de Serra Talhada, estão indignados com a postura de um funcionário público municipal que tem causado transtornos na bendita hora do ‘descanse em paz’.

De acordo com uma agricultora, de 30 anos, não há coveiro na região para enterrar seus mortos, os próprios habitantes têm que abrir as covas.

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Em imagens enviadas ao Farol de Notícias, familiares de uma pessoa que veio a óbito, em Serra Talhada, tiveram que colocar as mãos nas pás e terra para abrir o túmulo do ente querido, pois o coveiro local se recusou.

“Essa é a realidade de Água Branca, toda vez que morre alguém aqui os parentes é que tem que pagar do bolso para poder cavar a cova. Tem um funcionário, mas ele se renega a fazer o serviço dele. Cobra R$ 150,00 aos familiares para poder abrir a cova”, declarou a agricultora.

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OUTRO LADO

A redação do Farol de Notícias entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Serra Talhada. Segundo o governo, mensalmente os cemitérios da zona rural realizam cerca de 4 sepultamentos e manter um funcionário fixo, com salário pré-estabelecido, oneraria desnecessariamente o governo, que realiza todos os trabalhos de manutenção do equipamento público, como limpezas, pinturas e outros serviços. O governo vê interesse político-eleitoral na denúncia.

GOVERNO FOI SOLIDÁRIO

Ainda segundo o setor a prefeitura, o serra-talhadense faleceu em Maceió (Al) e a o governo bancou todas as despesas, fez translado, trouxe o corpo, levou para sepultar.

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O setor de assistência social disse que o gasto, de R$ 150, foi mínimo para a família. “Como o governo arcou com tudo, em não tendo, quando a família é muito pobre,a prefeitura paga”, diz um dos trechos da nota.