Publicado às 18h52 desta quarta (8)

Após 44 anos sem saber sua origem e ter perdido os pais adotivos, Ana Karla Campos, autônoma, decidiu procurar a família biológica que a doou com apenas 3 meses de vida, entre 1977 e 1978. Ela reside em São Paulo há quase 24 anos, porém viveu no bairro São Cristóvão em Serra Talhada até os 20 anos, porém não sabe se nasceu na Capital do Xaxado. Ela entrou em contato com o FAROL pedindo ajuda.

Ana Karla não tem muitas informações que a levem a família biológica, não sabe nomes, sobrenomes conhece apenas o contexto em que ela foi doada porque a mulher que a pegou lhe contou a história Maria de Venâncio, mas também não conhecia os pais de Ana Karla. Segundo ela, Maria de Venâncio, já falecida, estava passando na antiga estação do trem e tinha um casal de andarilhos brigando, o homem com uma faca na mão e a mãe com a bebê (era Ana Karla) no colo. Temendo que o homem atingisse a criança, Maria de Venâncio pediu para levar a menina e entregou a outra família.

”Dona Maria  disse que foi uma coisa muito rápida, me levou para casa dela, mas ela já tinha uns cinco filhos ele tinha adotado outra criança da mesma idade que eu então ela me levou para uma outra senhora Dona Francisca, inclusive ontem eu conversei com ela e disse que ficou ainda um dia comigo na casa dela, mas como foi muito rápido parece que ela não perguntou o meu nome e ela também não sabia o nome da minha mãe. Uns falam que meu nome era Iraci, mas eu não sei porque disse que não tem certeza. Ela disse que eu era toda queimada de cigarro, que ele me queimava, era beliscada. Ela já tem 72 anos e ainda confirma a mesma história que dizia antes”, explicou acrescentando:

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”Me deram para Raimundo Arruda Campos e Adalgisa Alves de Morais e eles me criaram na Avenida Saco, Rua 31 de Março, mas faleceram e depois que eu perdi meus pais adotivos, floresceu o desejo de encontrar minha família biológica. Eu sempre tive vontade de conhecer, mas depois que eu perdi eles, fortaleceu essa vontade de conhecer. A Dona Maria de Venâncio já faleceu ela que passou para minha mãe adotiva. Como eu não tenho nomes e sobrenomes fica difícil, então eu fico na esperança de alguém ver essa história, que se identifique e eu encontre.  Estou de braços abertos para conhecer a minha mãe biológica minha família, um irmão, qualquer pessoa que seja da família”, concluiu Ana Karla.

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